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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Novidades sobre o novo DVD

A banda finlandesa Sonata Arctica anunciou por meio de seu site oficial que seu novo DVD se chamará "Live In Finland".

O registro da apresentação, ocorrida no dia 15 de abril desse ano, no Club Teatria, em Oulu, na Finlândia, será lançado no dia 28 de Outubro e terá como bônus um ourto DVD que trará 4 faixas gravadas no Sonata Arctica Festival, um festival em homenagem a banda que foi realizado no dia 8 de Agosto de 2009, em Kemi, a cidade natal do grupo. Além disso, o espectador poderá apreciar os vídeos de "Don't Say a Word", "Paid In Full" e "Flag In The Ground", bem como uma galeria de fotos e um making-off. E para completar, mais um CD bônus com 8 faixas gravadas no festival.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Joey Ramone VS Marky Ramone

Segue aí uma bombada edição do conhecido Howard Stern Radio Show na qual rolou um grande atrito entre Joey Ramone e Marky Ramone.

Tudo começou quando o bocudo Howard Stern comunicou ao Marky que na última vez que Joey apareceu no programa, disse que o baterista ainda era alcoolatra. Pronto, foi o necessário pro circo pegar fogo.

Ainda ao vivo eles conseguiram contatar o Joey via telefone, e ele entrou na transmissão ali na hora pra debater com o Marky sobre essa questão e tudo mais... mas as coisas foram fugindo de controle. O baterista, despeitado como é, tocou em assuntos privadas do vocalista, e este último revidou, e tudo virou uma baixaria. Pra nossa sorte não ouve agressão física (até porque eles não estavam cara a cara).

O "interessante" mesmo é a grande revelação feita por Joey Ramone: "Marky Ramone usa peruca :O" Até hoje muitos fãs se questionam se isso tem um fundo verídico ou foi inventado na hora pro vocalista não "perder" a discussão.

No final rola um pedido de desculpas digno de criancinha de 5 anos. "Eu conto até 3 e nós dois dizemos desculpa ao mesmo tempo" mas na real todo mundo fica quieto. IMPERDÍVEL!

Joey Ramone VS. Marky Ramone on The Howard Stern Radio Show (pt 1)

Joey Ramone VS. Marky Ramone on The Howard Stern Radio Show (pt 2)


Tradução aqui

A Maldição da Letra "J"

Coincidência ou não, nomes de famosos com a letra "jota" parecem sofrer de uma maldição, mas que, por isso, passam à imortalidade:

A lenda de James Dean, que morreu em um acidente automobilístico com somente 24 anos de idade, permanece como uma clara referência de juventude rebelde mesmo após mais de 50 ans de sua morte.

Jim Morrison converteu-se em ícone do rock psicodélico depois de integrar a banda The Doors.

John Lennon, eterno Beatle, foi assassinado violentamente por um perigoso fã.

Janis Joplin, dona de uma das maiores vozes da história, conseguiu conquistar o mundo ao 27 anos, mas uma overdose de heroína terminou com sua carreira em ascensão.

Jimi Hendrix, que é inspiração de 12 a cada 11 guitarristas, aos 28 anos, se asfixiou em seu próprio vômito, composto principalmente de vinho tinto.

John Simon Ritchie, conhecido por Sid Vicious, "baixista" da lendária banda Sex Pistols, suicidou-se aos 21 anos.

Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones, foi encontrado afogado na piscina de sua casa, aos 27 anos. Em 1993, um empreiteiro que trabalhava em reformas na casa de Brian, confessou o crime, em frente ao seu túmulo.


A eles podemos somar também os nomes de Jayne Mansfield, John "Bonzo" Bonham, River Jude Phoenix, Michael Jon Hutchence (vocalista do INXS), James Brown, Michael Jackson, "O Rei Do Pop", Ronnie James Dio,
Jimy Owen Sullivan (The Rev), baterista do Avenged Sevenfold, e, mais recentemente, a cantora Amy Jade Winehouse...

Todos eles são parte simbólica de uma cultura popular, seus nomes são sinônimos de lenda. Muitos acham que alguns nomes dessa lista foram vítimas de conspirações, como o "Trio Jota: Morrison, Joplin e Hendrix".

Elvis Aron Presley escapa dessa lista e, lógico, por um motivo óbvio: "Elvis não morreu" =D

sexta-feira, 22 de julho de 2011

reflitam...

"Imaginem seu pai abandonando você e sua mãe pra morar com uma amante mais nova...
Se isso acontecesse, você iria gostar dessa amante e continuaria respeitando seu pai?
Não, né?"

Eu sobre a fase Pop do Aerosmith .-.

sábado, 2 de julho de 2011

Todo o ódio do metal se resume a isso...



sem mais
aeuHAeuihaEUIAehuiaEHUIAehaEIUHAeuihaEUIAehuihaEUIAeh

terça-feira, 28 de junho de 2011

Entrevista com o Lothlöryen

Recentemente nós tivemos a grande oportunidade de conduzir uma entrevista com Leko Soares, guitarrista e compositor do grupo de Power/Folk Metal mineiro Lothlöryen. O grupo está divulgando atualmente seu mais novo single, "When Madness Calls", do disco com o mesmo título que sairá em breve.


Primeiramente o blog "O Caralho a 4" gostaria de agradecer a oportunidade de entrevistá-los.
R: Eu que agradeço, em nome do Lothlöryen. É uma honra participar do blog e ter oportunidade de expor um pouco de nossas ideias aos leitores.

Com o single "When Madness Calls", pudemos perceber que a entrada do vocalista Daniel Felipe na banda, mudou um pouco a sonoridade da mesma. Essa mudança foi proposital, ou apenas uma consequência de troca de membros?
R: A mudança na verdade foi inevitável. O timbre dos dois vocalistas é completamente distinto. A voz do Léo é mais médio/aguda e a do Daniel é mais para médio/grave, um timbre meio próximo ao Hansi Kürsch, mas com uma grande personalidade própria. Agora, sobre a questão de a banda estar mais pesada acredito que é um caminho que já vínhamos galgando desde o Some Ways back no More.

Falando do single, o que vocês acharam do feedback dos fãs até agora com essa nova música?
R: Foi muito legal. O primeiro mês foi perfeito. Tivemos dois mil downloads e 5 mil page views. Foi um resultado bem além do esperado. Estávamos ansiosos em relação aos comentários sobre o Daniel e posso dizer que após 3 meses do lançamento do single, 99% dos comentários que recebemos foram elogiando a nova voz e a nova sonoridade da banda.

E o que esperam do feedback do disco, que será lançado em breve?
R: Esperamos surpreender. Queremos nos libertar dos rótulos que qualquer um já tem em mente em relação ao nosso som. O trampo novo será libertador pra todos nós e não tenho dúvidas que vamos agregar uma nova leva de fãs, sem desagradar aos que nos acompanham já a mais tempo.

O Power e o Folk Metal são dois estilos extremamente populares na Europa, e vocês já tem uma turnê agendada para 2012 por lá. Como estão se sentindo?
R: Acreditamos que a tour europeia será um divisor de águas na carreira da banda. Sabemos que nosso som é bem popular por lá e ter a chance de levar o show do Lothlöryen para terras europeias é um sonho que se realizará. O mais importante é que a banda completará 10 anos de estrada ano que vem e iremos explorar essa tour europeia de uma maneira muito especial para os fãs da banda.

Como são as vendas dos seus discos? Vocês concordam que o dinheiro dos CDs vai pra gravadora e que, consequentemente, a banda praticamente só arrecada com shows?
R: As vendas dos cds do Lothlöryen hoje em dia são irrelevantes. Na verdade, esgotamos toda a prensagem de nossos dois cds anteriores e resta uma meia dúzia de cds do “Some Ways back no More” conosco. Acredito que não fizemos um bom negócio com a gravadora no lançamento do último álbum e nossa ideia agora é divulgar a banda por conta própria, nos moldes do que fizemos com o single, pois tivemos um retorno imediato muito melhor do que antes, sem contar que a divulgação via internet gera mais oportunidades para shows e outros tipos de negócios.

E os downloads ilegais na internet, o que acham disso?
R: No nosso caso, banda underground, ainda sem um nome firmado na cena, acredito que são essenciais. Como disse anteriormente, a divulgação via internet se bem feita, pode abrir portas. O essencial é que o seu trampo seja bom e honesto e aí com certeza ele repercutirá de uma maneira positiva. Temos planos de disponibilizar toda a nossa discografia para download na Internet em um futuro bem próximo para a galera que ainda não nos conhece e tem dificuldade de achar os nossos trabalhos, possa ouvir o trampo e tirar suas próprias conclusões sobre a banda.

Quais são as maiores influências musicais do Lothlöryen? Muitos fãs do grupo comparam o som mais antigo da banda com o Elvenking.
Hoje são muito variadas. Na banda os caras ouvem de tudo, desde rock dos anos 70, música irlandesa, pop rock dos anos 80 até Death, Black Metal, sem preconceitos. No meu caso, como sou o principal compositor, posso dizer que as influências atuais da banda vão desde o óbvio: Savatage, Blind Guardian, Gamma Ray até coisas mais inusitadas como Muse, Black Stone Cherry, In Flames, Soilwork e porque não U2, The Beatles, etc.

E por incrível que pareça, não temos nenhuma influência de Elvenking. A maioria dos caras da banda acredito que sequer conheçam a banda. Eu só escutei a banda depois de ter escutado as várias comparações com o nosso som.

Fica bem claro pelas letras que vocês são fãs de Tolkien. Há algum outro tipo de fantasia/mitologia que vocês se inspiram?
R: Sim. Nos cds anteriores tem algumas letras que fazem referências às Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley. Porém, no novo cd, não haverá nenhuma música inspirada em Tolkien. Amamos o J.R., mas está na hora de a banda galgar por novos caminhos, para não criarmos uma prisão conceitual ao nosso redor. O tema do novo cd será a Loucura. Pretendemos explorar esse tema mostrando os diversos ângulos da relação que a insanidade e a loucura tem com os seres humanos.

Vocês gostariam de deixar alguma mensagem para os fãs?
R: Agradecer sempre. Muito obrigado aos que acompanham a banda, aos que tiveram interesse de ler essa entrevista, aos que vão aos shows etc. Pedimos que nos prestigiem acessando nossos videos no youtube, nosso myspace, perfil e comunidade no orkut, facebook, enfim, ajudem o Lothlöryen e as bandas undergrounds em geral, pois sem o apoio da “grande” mídia, dependemos de vocês para continuar compondo, gravando, fazendo shows e levando escapismo pra galera. Folk You!

A equipe do blog "O Caralho a 4" agradece a entrevista! Muito obrigado Leko, e toda a sorte para você e para o Lothlöryen com o lançamento do seu novo disco e turnê. Continuem fazendo esse ótimo trabalho!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Queensrÿche - Dedicated To Chaos [2011]

País: Estados Unidos
Gênero: Metal Progressivo
Nota: 7,5

Como eu sempre digo, mudanças são fatores bem subjetivos. Muitas vezes podem ser fatores positivos, em outros casos negativos, e em Dedicated do Chaos temos ambos os lados. O disco começa como uma música fraquíssima que deixa suas expectativas para o resto do CD bem baixas, e as cinco próximas músicas mantém essa impressão péssima, até que "Retail Therapy" muda isso. Dessa parte pra frente o disco se torna um grandíssimo trabalho, porém poucas vezes remetendo a trabalhos antigos da banda.

O ausência de peso no disco é aparente em grande parte do trabalho, fato que também faz o mesmo se diferenciar bastante de trabalhos anteriores. Apesar da falta de qualidade das primeiras músicas, algumas passagens e riffs são interessantes, mas nada que torne-as grandes canções. Depois da ótima "Retail Therapy", temos "I Believe" e "The Lie" para descer o nível do álbum novamente.

Novos elementos musicais foram explorados pelo Queensrÿche nesse disco, como de costume, porém alguns foram elementos que, de fato, não se encaixaram tão bem na banda como alguns anteriores. Em certos momentos lembramos fortemente dos Beatles, e elementos mais fortes do Jazz aparecem muito também, coisa que na minha opinião não coube na proposta do grupo.

Geoff Tate continua com seu vozeirão, há alguns riffs incríveis até em músicas mais fracas, e passagens, transições, harmonias e melodias de tirar o fôlego, trabalhos excepcionais. Mudanças em todo o disco? Sim, algumas não colaram, nem como "experimentalismo", já outras caíram como uma luva. Independente disso, o Queensrÿche está sempre inovando, nunca sendo monótono, e explorando novos elementos dentro do Heavy Metal/Metal Progressivo.

Em Dedicated to Chaos temos excelentes músicas, novos horizontes explorados pela banda que eu descreveria como trabalhos incríveis e muito bem colocados sobre os parâmetros musicais do grupo, mas outras faixas desanimam o ouvinte.

1. "Get Started" - 3:32
2. "Hot Spot Junkie" - 3:57
3. "Got it Bad" - 3:45
4. "Around the World" - 4:00
5. "Higher" - 3:45
6. "Retail Therapy" - 5:08
7. "At the Edge" - 4:53
8. "Broken" - 6:03
9. "Hard Times" - 3:48
10. "Drive" - 4:13
11. "I Believe" - 4:18
12. "Luvnu" - 6:35
13. "Wot We Do" - 3:46
14. "I Take You" - 3:49
15. "The Lie" - 4:18
16. "Big Noize" - 6:35

Eddie Jackson - Bass
Scott Rockenfield - Drums
Michael Wilton - Guitars
Geoff Tate - Vocals

sábado, 18 de junho de 2011

3 bandas que você deve conhecer #14

Enmity

País: África do Sul
Estilo: Avant Garde Metal
Disco recomendado: Murderabilia (2009)

Bandas de Avant Garde normalmente pecam pelo excesso. São muitas vertentes exploras de tal forma que, no final, normalmente temos um som sem sentido algum. Mas Enmity é uma dessas bandas que não se perdem, pois apesar da pouca idade de seus integrantes, o grupo oriundo da África do Sul e formado em 2007, faz um som que mescla influências extremas, de pop rock e de música eletrônica, com sintetizadores, teclados e breakdowns, mas, que no final, tem um resultado bastante contagiante e de fácil assimilação. O debut dos caras foi lançado em 2009 e chamou muito a minha atenção, principalmente o contraste entre os drives de Alain Martheze - diga-se de passagem, os mais agressivos e rasgados que eu já ouvi na minha vida- e as voz extremamente doce de Chloe Kiley, que também comanda os teclados.

Swashbuckle

País: EUA
Estilo: Thrash Metal
Disco recomendado: Back To The Noose (2009)

Sabe Alestorm? Pois bem, Swashbuckle são seus aprendizes. É, o grupo americano faz um Thrash Metal veloz, pesado e com timbres mais sintéticos, mas que tem como temática principal os piratas. Formada do ano de 2005, a banda não demorou muito para engrenar e, já em 2006, lançou seu debut. Só que, para mim -e para meio mundo (risos)-, seu melhor álbum é o "Back To The Noose", lançado em 2009 e que traz as características anteriormente citadas, mas que possui composições raivosas e divertidas, por mais ambíguo que isso possa parecer. Bom, de qualquer modo, a banda é uma das surpresas dessa nova safra do Thrash Metal mundial, e mesmo o Spacek não curtindo tanto, eu recomendo muito.

Persefone

País: Andorra
Estilo: Progressive/Melodic Death Metal
Disco recomendado: Shin-Ken (2009)

"Primoroso". Essa é a melhor palavra para descrever o som dessa banda que vem de um país que praticamente não tem tradição dentro do Metal, a Andorra. O grupo foi formado em 2001 e já tem 3 lançamentos, sendo que pra mim, "Shin-Ken", de 2009, é o melhor. Antes, a banda apostava em músicas mais longas e com maiores influências do progressivo, mas nesse álbum, as canções ficaram menores, mas diretas, rápidas e pesada, mas ainda com muita técnica e tão trabalhadas como qualquer outra canção de Metal Progressivo. Tudo é grandioso, hipnótico e, principalmente, atmosférico. Pena que o som, por ser mais rebuscado, não seja valorizado pela maioria, mas, de qualquer forma, vale muito a pena dar uma conferida no trabalho dos caras.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sepultura - Kairos [2011]


País: Brasil
Gênero: Thrash/Groove/Death Metal e Hardcore
Nota: 8,5

"Regressão". Está foi a primeira palavra que me veio a mente depois que terminei de ouvir "Kairos", o novo disco do Sepultura. Apesar de ser uma palavra mais 'forte', usei-a no melhor sentido possível, já que o disco entra em uma espécie de túnel do tempo e, com o passar das músicas, atravessa todas as fases pelas quais a banda mineira passou em seus mais de 25 anos de carreira.

Há tempos que a banda, hoje formada por Derrick Green (vocais), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Jean Dolabella (bateria), vem recebendo pesadas críticas por ter abandonado aquele estilo Death/Thrash Metal dos primórdios da carreira, que fez o grupo se transformar em um dos maiores orgulhos -quiçá o maior- do Metal nacional, e apostar em um som com ares mais modernos e até experimentais, influenciado pelo Hardcore. Mas "Kairos", lançado em junho desse ano, se mostra um álbum crucial na carreira do grupo, pois aqui, ao decorrer da audição, percebemos que o grupo volta a fazer um som mais cru, seco e visceral, remetendo ao Metal Extremo, com o peso e a velocidade de antigamente.

Medo das críticas? Presente aos fãs? Baixas vendagens? Difícil dizer, até porque a banda sempre disse que não voltaria mais a fazer um som 'raiz' e que aquela fase mais brutal já tinha passado. Mas o que realmente importa é que "Kairos" sintetiza boa parte de tudo que a banda já lançou. Logo nas primeiras faixas, o grupo faz um som mais moderno e com grandes pitadas de groove, com riffs abafados e andamento mais cadenciado. Algo muito semelhante do que é encontrado em discos como "A-lex" e "Dante XXI". O som é mais simples e tem riffs um tanto quanto comuns, repetitivos e diria que até atmosféricos, mas uma diferença gritante já é perceptível: Andreas Kisser solta a mão e sola de um jeito que há tempos não o víamos fazendo.

A audição vai prosseguindo e, com ela, vai aumentando o peso e a velocidade. A partir da metade da sexta faixa, o álbum ganha contornos mais extremos e, para alguns fãs, até nostálgicos, já que nossos ouvidos tornam-se alvos de uma sucessão de riffs mais velozes com palhetas alternadas, cozinha mais pesada e direta, além dos vocais demoníacos de Derrick Green. Não estranho, canções desembocam em um Death Metal ou em um Thrash, que trazem a tona às antigas características da banda, mas que também possuem marcas do som que o grupo desenvolveu com o passar dos anos.

E nessa onda mais "old school" é que "Kairos" termina. Com o Sepultura mostrando que ainda é um dos gigantes do Heavy Metal mundial. Esbanjando qualidade técnica e compondo músicas que não deixarão ninguém sem bater a cabeça. Destaques especiais para Derrick Green, que teve uma atuação praticamente impecável, e para Andreas Kisser, o mentor criativo do grupo, que, pelo menos ao meu ver, compôs o melhor álbum já lançado após a saída de Max Cavalera da banda.

ps: será interessante ver essas músicas ao vivo, já que muitas vezes as guitarras são duplas e, como todos devem saber, Andreas é o único guitarrista. Bom, agora o negócio é esperar, já que música extrema e de qualidade a banda já mostrou que ainda sabe fazer.

Derrick Green (vocais)
Andreas Kisser (guitarra)
Paulo Jr. (baixo)
Jean Dolabella (bateria)

1. Spectrum 04:03
2. Kairos 03:37
3. Relentless 03:36
4. 2011 00:30
5. Just One Fix (Ministry cover) 03:33
6. Dialog 04:57
7. Mask 04:31
8. 1433 00:31
9. Seethe 02:27
10. Born Strong 04:40
11. Embrace the Storm 03:32
12. 5772 00:29
13. No One Will Stand 03:17
14. Structure Violence (Azzes) 05:39
15. 4648 08:22

sábado, 11 de junho de 2011

In Flames - Sound Of A Playground Fading [2011]

País: Suécia
Gênero: Death Metal Melódico
Nota: 9,5

Eu sempre preferi o In Flames moderno à época mais antiga da banda, talvez seja por isso que eu gostei bastante do novo disco do grupo, Sounds Of a Playground Fading. Se quiser ver algo do In Flames mais antigo, uma nota que remeta ao passado da banda sequer, esqueça, o disco está extremamente moderno, coisa que pra mim é positiva, afinal, como eu disse, tenho preferência pela época pós-Clayman da banda.

Podemos ver uma mudança clara nos vocais de Anders. Além do uso se vocais limpos ser predominante, os mesmos estão mais sujos e rasgados, e os guturais não são completamente "gritados" como no Clayman, estão mais roucos e menos agudos do que geralmente, assim como os vocais limpos, que também estão mais roucos.

O peso continua, as guitarras mantém o excelente nível de sempre, com riffs rápidos e menos melódicos agora, a bateria se mostra agressiva e muitas vezes acompanhando as notas dos riffs, e o baixo também se apresenta pesado e agressivo, algumas vezes com o uso de distorção. No álbum há algumas músicas mais leves e com um ar mais obscuro, porém excelentes.

A recepção do disco está sendo ótima por parte dos fãs, apesar do grupo soar um pouco diferente, fator negativo na mente de pessoas idiotas. Sinceramente? Sounds Of a Playground Playing pisa no Whoracle fácil, disco que eu acho um tanto monótono, afinal, o In Flames ainda se rendia ao Death Metal Melódico simplório naquela época. O grupo acabou de lançar o disco que é o meu segundo preferido, só perde para o excelente Clayman.

1. Sounds of a Playground Fading - 04:44
2. Deliver Us - 03:30
3. All For Me - 04:31
4. The Puzzle - 04:34
5. Fear Is the Weakness - 04:07
6. Where the Dead Ships Dwell - 04:27
7. The Attic - 03:18
8. Darker Times - 03:25
9. Ropes - 03:42
10. Enter Tragedy - 03:59
11. Jester's Door - 02:38
12. A New Dawn - 05:52
13. Liberation - 05:10

Anders Fridén - Vocals
Björn Gelotte - Guitars
Peter Iwers - Bass
Daniel Svensson - Drums, Percussion
Niclas Engelin - Guitars

Symfonia no Brasil e novo CD vindo

O super grupo Symfonia, capitaneado por Timo Tolkki e que conta com a participação de grandes nomes da cena do Metal Melódico mundial, anunciou, por meio do seu site, 6 datas para shows no Brasil.

30.7 Brasilia Porao do Rock Festival
31.7 São Paulo/SP - Citibank Hall
2.8 Porto Alegre/RS - Bar Opiniao
5.8 Teresina/PI – Venue TBA
6.8 Sao Luis/MA – Venue TBA
7.8 Rio de Janeiro/RJ - Fundição Progresso

A banda, virá ao Brasil divulgar seu primeiro álbum, "In Paradisum", lançado no início desse ano.

No site, o grupo também postou uma nota sobre o situação do baterista Uli Kusch:

"Nós gostariamos de agradecer a todos vocês pelo apoio dado ao In Paradisum nos últimos meses. Temos recebido um ótimo feedback tanto nas vendas quando na crítica do disco. Nos desculpamos pela falta de notícia mas nos temos uma boa razão pro silêncio.

Estamos esperando o nosso amigo Uli ficar melhor de sua mão. Sabemos que corremos um risco esperando, mas achamos isso melhor para a banda. É por isso que nós não tivemos nenhum show longe de helsinki ded fevereiro.

Algumas semanas atrás, nós recebemos mais notícias sobre a mão de Uli e elas foram muito ruins. Eles falaram que não é aconselhavel que ele toque bateria até o final desse ano. Depois de conversarmos com o Uli e com o seu entendimento, nós concordamos em continuar o Symfonia sem ele. É uma decisão dolorosa para todos, mas depois que o Uli falou que é melhor nós continuarmos sem ele e não esperar até um futuro incerto sobre sua melhora, decidimos fazer isso. E a verdade é, nós não podemos esperar muito mais.

Faremos alguns shows com Alex Landenburg (Axxis, At Vance) como um baterista substituto e em seguida vamos ao estúdio gravar o sucessor de "In Paradisum" para lançarmos em março de 2012. Nós temos uma ótima ideia de como será o álbum e nos desculpamos para todos aqueles que estavam esperando para nos ver ao vivo. Infelizmente devido as impossíveis circunstâncias, não tem sido possível, mas nós vamos corrigir isso com o disco no próximo ano. Nós não achamos que é correto marcar mais shows além desses. Nós achamos que é a hora de um novo disco do Symfonia, e depois mais shows. Temos muito tempo para fazer isso agora que a situação é clara para o Uli."

fonte: http://www.symfonia.fi/

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mais um dia?

Segundo jornal, a produção inclui quinta-feira, dia 29 de setembro, na programação do festival.

"O Rock in Rio vai ganhar mais um dia de show. Segundo a coluna do "Ancelmo Gois", do jornal "O Globo", a produção incluiu a quinta-feira, dia 29 de setembro, no calendário do festival. O pedido foi feito pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, que devido ao esgotamento dos ingressos, sugeriu mais um dia de show e Roberto Medina, responsável pelo Rock in Rio, aceitou."

fonte: Ego

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Alice Cooper em São Paulo [02/06/2011]

Por questões geográficas, nós do "O Caralho a 4" não podemos ir em quase todos os shows que acontecem aqui no Brasil. Mas por sorte temos amigos espalhados por todo o território nacional e, um desses amigos foi conferir o show da Titia do Rock em São Paulo. Logo, como sou um aproveitador barato (-q), pedi para esse amigo escrever um relato de como foi a apresentação. E o post abaixo se trata justamente disso, um relato descompromissado do show de Alice Cooper no Credicard Hall.

Por Rendrick Duarte:

"Demorou pra eles colocarem rock de verdade no meio desse caralho de blog!

Foi no dia 30 de maio que Alice Cooper deu as caras no Brasil depois de 4 anos, e fez o primeiro dos 3 shows que estavam marcados, em Porto Alegre. Relatos foram ouvidos dizendo que o público no Pepsi On Stage parecia não ter passado das 1.000 pessoas. Vendo isso, rezei para que o público de São Paulo representasse no Credicard Hall no dia 2 de junho, pra não decepcionar a Titia Alice.

Dei um gato no serviço, então consegui chegar por volta das 3 da tarde na fila (caracterizado com a maquiagem usada na turnê do Along Came A Spider) e não tinha muita gente. Lá pra umas 18:30 o povo começou a chegar. Muita gente deve ter ido trabalhar e só conseguiu ir pro show depois. Quinta-feira é uma desgraça pra dia de show viu. Os portões que estavam programados pra abrir às 20:00 horas (uma hora e meia antes do show) só foram abrir às 20:30. Nisso já tava uma bagunça da porra na fila.

O legal do show é que não tinha pista vip, então eu consegui ficar muito perto do palco. O povo se dispersando dentro do Credicard Hall, uns indo pras cadeiras superiores, outros pros camarotes, e nada da pista encher. A banda, que estava programada pra entrar às 21:30, teve também meia hora de atraso, entrando somente às 22:00. Foi o tempo de encostar perto de mim um cover do Ozzy e zoar com a galera. E o tempo da pista finalmente encher!

Começa o discurso ao fundo do ator Vincent Price. As luzes começam a piscar sobre a bandeirona da turnê, Cooper dá as primeiras palavras num microfone que estava um pouco ruim, e juntamente com os primeiros acordes de "The Black Widow" a bandeira cai, mostrando Alice Cooper no topo de uma escadaria, trajado de aranha. A partir daí a galera não para. Loucura o show inteiro.

Interessante eles tocarem "The Black Widow" inteira. Geralmente eles tocavam só um trecho, ou então só a instrumental durante algum número do Alice. Os 'sacerdotes' viram a escada, e o mestre desce, dando início à "Brutal Planet". A turnê é intitulada 'No More Mr. Nice Guy Tour', então têm-se a ideia de que a banda vai dar mais lugar aos clássicos. Foi o que aconteceu... "I'm Eighteen" marcou o começo dos clássicos, com Cooper se apoiando na sempre presente muleta. Logo vieram "Under My Wheels", "Billion Dollar Babies" (com direito aos dólares na espada) e "No More Mr. Nice Guy". Nisso eu já tinha suado uns 3 litros.

A banda que acompanha a Titia é fenomenal. Steve Hunter, que trabalhou com Alice Cooper até o álbum Lace and Whiskey de 1977, voltou a fazer parte do line-up nessa turnê. E as surpresas da noite ficaram com "Hey Stoopid" (que não era tocada desde a turnê de 1997, e só começou a ser tocada aqui na América Do Sul), e "Halo Of Flies". Foi nessa última que a banda mostrou sua virtuosidade. Pra quem não sabe, "Halo Of Flies" foi criada depois do King Crimson ter dado uma entrevista dizendo que 'Alice Cooper era só glitter' Com seus quase 9 minutos, "Halo Of Flies" levou ao delírio aos fãs que a conheciam. A instrumental final deu o tempo de Cooper ir trocar o figurino para mostrar a música nova "I'll Bite Your Face Off".

O teatro macabro de Cooper foi simples. Nada de enfermeiras, nem de colares de diamantes sendo jogados na plateia (por não tocarem "Nurse Rozetta" e nem "Dirty Diamonds"), mas foi incrível. Na baladinha machista "Only Women Bleed" a Titia cantou com uma boneca nas mãos. Na sequência ele espancou a boneca, ao som de "Cold Ethyl". Alice também encarnou 'O Médico E O Monstro' e deu vida à um Frankenstein de uns 5 metros de altura, claro, durante "Feed My Frankenstein".

Em "Wicked Young Man" ele atravessou seu pedestal em um paparazzi. Por conta disso, Alice é preso e condenado à morte. A hora mais esperada do show. Chega a guilhotinha, com a banda tocando parte da "Killer". No ápice da música, o carrasco solta a corda e a lâmina desce, decapitando o astro. E o público delira. "You love the dead?" pergunta aos gritos o carrasco, mostrando a cabeça de Cooper. Nisso a banda começa o refrão da "I Love The Dead", acompanhada em coro pela plateia. Mas calma, foi só o tempo para Cooper trocar de roupa e voltar com um terno brilhante e uma camisa da seleção brasileira com seu nome, de número 18 (I'm Eighteen) para o clássico "School's Out". E eles deixarem o palco.

Para o bis ele preparou "Elected", com direito à um discurso sobre o Brasil, falando que é um lugar onde há muita pobreza e colocando outros pontos negativos do país, falando depois que não liga. Encerrando o show, Steve Hunter veste uma peruca à la Hendrix, e é justamente ele que o guitarrista encara mesmo, tocando um cover de "Fire".

Pela visão que eu tive, o Credicard Hall (que tem capacidade para 7.500 pessoas) estava com, pelo menos, 6000 loucos vendo aquele show de horrores. Mas uma coisa é certa: apesar da Titia Alice não ter conversado muito com o público, São Paulo teve uma noite inesquecível. Foram 2 horas de puro terror e o mais firme hard rock que se pode ter. A galera foi um público forte. Só pararam de agitar na balada "Only Women Bleed". E cantaram (mesmo que algumas muito errado) todas as músicas.

Alice Cooper é uma das bandas que, sempre que tiver show, eu vou!!"

Line-up:
Alice Cooper - vocals
Steve Hunter - guitars
Tommy Henriksen - guitars
Damon Johnson - guitars
Glen Sobel - drums
Chuck Garric - bass

-Vincent Price Intro
01. The Black Widow
02. Brutal Planet
03. I'm Eighteen
04. Under My Wheels
05. Billion Dollar Babies
06. No More Mr. Nice Guy
07. Hey Stoopid
08. Is It My Body?
09. Halo Of Flies
10. I'll Bite Your Face Off (new song)
11. Muscle Of Love
12. Only Women Bleed
13. Cold Ethyl
14. Feed My Frankenstein
15. Clones (We're All)
16. Poison
17. Wicked Young Man
18. Killer/I Love The Dead
19. School's Out

20. Elected
21. Fire

terça-feira, 7 de junho de 2011

From Chaos To Eternity - Rhapsody Of Fire [2011]


País: Itália
Gênero: Symphonic Power Metal
Nota: 9

E a maior, mais épica e poderosa saga do Metal chega a seu fim. Desde 1997 o mundo é testemunha de toda a criatividade doentia do guitarrista Luca Turilli, o gênio que revolucionou o Heavy Metal, incorporando sinfonias magistrais ao som que sempre foi conhecido por seu peso. Claro, eles não foram os primeiros a fazer isso, mas convenhamos, nenhuma outra banda no mundo fez ou fará algo tão grandioso quanto esses italianos. Só que agora, em junho de 2011, o Rhapsody Of Fire lança, pela Nuclear Blast, o incrível "From Chaos To Eternity", a última página da incrível "Emerald Sword Saga".

A história, que vem desde 1997, é cheia de reviravoltas e tem um roteiro digno de filmes, mas irei me resumir apenas a música, visto que será broxante saber o final da saga por um terceiro...

Musicalmente falando, o Rhapsody Of Fire tem um som característico, que nunca sofreu muitas mudanças em sua estrutura e, por isso, rendeu críticas pesadas ao grupo. Outro fator que sempre gerou discussão é que inúmeras bandas com performances genéricas exploraram essa formula até o gênero ficar totalmente saturado. Mas Rhapsody é Rhapsody e, como citado acima, nenhuma outra banda sabe explorar tão bem as sinfonias quantos esses caras. Tudo é grandioso, pomposo, épico e casa perfeitamente com a proposta do grupo, com as letras, com o timbre da guitarra e tudo que vocês possam imaginar dentro de sua música. Logo, mesmo o Metal Sinfônico sendo um estilo já saturado, quando a música é bem feita, cativa até mesmo o maior crítico.

E música bem feita é o que temos aqui. O som da banda não sofreu mudanças drásticas. Ainda é grandioso, como era desde o começo, mas está mais moderno. Isso se deve, principalmente, a algumas linhas e solos de teclados de Alex Staropoli, que utilizou alguns timbres mais eletrônicos. Mas ainda temos algumas surpresas reservadas, como passagens envoltas em um Black Metal (isso mesmo!) sombrio, com orquestrações mais carregadas, vocais em drive e até blast beats. Fabio Lione ainda chuta bundas, mostrando novamente porque é considerado um dos maiores interpretes do Metal mundial. Se ele dá umas escorregadas, é na pronuncia, visto que às vezes algumas palavras saem em um inglês meio "italianado", mas isso é o de menos, pois em termos de técnica vocal e alcance, Lione saiu-se impecável.

Já o instrumental é de outro planeta, digno de uma banda como o Rhapsody. Guitarras limpas e velozes, com riffs e solos muito bem executados e que são acompanhadas por uma cozinha igualmente veloz e pesada, como o gênero pede. Às orquestrações, comandadas por Alex Staropoli, são a marca registrada da banda, e se fazem presentes aqui de forma tão esplêndida como em qualquer outro lançamento do grupo. Essas orquestrações, aliadas a corais líricos formam passagens totalmente atmosféricas e épicas, que ganham muita ênfase nos refrões -juntamente com Lione- e completam os solos, de forma a ressaltar ainda mais o trabalho das guitarras.

Um dos grandes álbuns do ano, com duas das melhores músicas que eu já ouvi na minha vida -"Tornado" e "Heroes of the Waterfalls' Kingdom", respectivamente-, com banda e produção realizando um trabalho praticamente impecável, sintetizando elementos modernos, clássicos e barrocos, dando assim, vida a um disco que nos promove uma audição transcendental, empolgante e grandiosa.

E apenas mais uma coisa: que capa foda do caralho D:

1. Ad Infinitum 01:30
2. From Chaos to Eternity 05:45
3. Tempesta Di Fuoco 04:48
4. Ghosts of Forgotten Worlds 05:35
5. Anima Perduta 04:46
6. Aeons of Raging Darkness 05:46
7. I Belong to the Stars 04:55
8. Tornado 04:57
9. Heroes of the Waterfalls' Kingdom 19:32

Fabio Lione Vocals
Luca Turilli Guitars
Alex Staropoli Keyboards
Alex Holzwarth Drums
Patrice Guers Bass
Tom Hess Guitars (rhythm)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Týr - The Lay Of Thrym [2011]


País: Ilhas Faroe
Gênero: Progressive Viking Metal
Nota: 10000

O Týr é, sem dúvida, uma das bandas preferidas daqui do blog, e para evitar brigas sobre quem iria resenhar Lay Of Thrym, o novo disco do grupo, o Renato resolveu fazer uma e eu outra, ambas estão nesse post, logo, preparem-se para uma babação de ovo do caralho.

Percepções do Renato:
Falar sobre Týr é chover no molhado, visto que desde do lançamento do seu debut, a banda Feroense nos brinda com uma mescla única de Heavy Metal e Progressivo, regados a passagens atmosféricas, épicas e, acima de tudo, folclóricas. Tudo isso esbanjando qualidade técnica e um feeling que não vemos em muitas bandas por aí.

O grupo vem construindo seu caminho dentro do Heavy Metal desde 2002, com o lançamento de "How Far to Asgaard" e, pensávamos, teria chegado ao seu ápice musical em 2009, quando liberou o excelente "By The Light Of The Northern Star". Realmente, "pensávamos" que a banda já tinha liberado o melhor álbum de sua estória, visto que superar aquele lançamento seria tarefa quase impossível. Mas felizmente fomos surpreendidos com "The Lay Of Thrym", liberado dia 27 de Maio pelo selo Napalm Records.

Logo na abre-álbum “Flames Of The Free”, o ouvinte já é bombardeado por uma pedrada que apresenta as características que acompanham a banda desde sua criação mas, que nesse álbum, chegaram a outro patamar de qualidade. O Heavy Metal Progressivo do quarteto está mais evoluído e trabalhado, mas mesmo assim, soa direto e possuí mais peso do que em qualquer outro play do grupo. Os corais de vozes graves que entoam cantos nórdicos, aliados ao instrumental único do grupo, ainda formam passagens -e porque não, canções inteiras- mergulhadas em atmosferas épicas, folclóricas e envolventes, que nos prendem da primeira a última nota.

Ao continuar a audição, é perceptível a progressão instrumental da banda quando comparada aos discos anteriores. Como já dito anteriormente, está tudo muito melhor. Linhas instrumentais muito mais bem trabalhadas e, principalmente, bem dosadas, que, no geral, soam muito mais Heavy Metal do que Progressivo em si. As guitarras são sempre muito pesadas, com riffs, solos e frases extremamente bem compostas e tocados de tal forma, que pelo menos ao meu ver, credenciam Heri Joensen e Terji Skibenæs como uma das melhores duplas de guitarristas do mundo. Mas, como a banda deu asas para que vocais e guitarras dessem o tom e caracterizassem o som apresentado, seria necessário uma cozinha extremamente eficiente para dar conta da condução, certo? Certíssimo! As linhas instrumentais de Gunnar Thomsen (baixo) e principalmente de Kári Streymoy (bateria) também mostraram uma grande evolução. Além de peso, ganharam mais destaque nas canções e mostraram-se mais abrangentes e diversificadas, sendo muitas vezes acompanhadas por uma guitarra.

Heri Joensen, além de grande guitarrista, se revelou um “senhor” vocalista. Quando não é acompanhado pelos corais de vozes graves, o frontman da banda não decepciona em nenhum segundo e, como o resto do grupo, apresentou uma significativa evolução. Potência aliada a técnica e a um timbre que casa perfeitamente com a proposta de som são o que caracterizam o seu vocal. E não pensem que isso é pouca coisa, pois são poucos que cantam com tamanha autoridade quando ainda são os responsáveis por uma guitarra. Maior prova disso são às duas últimas faixas do álbum, covers do Black Sabbath e do Rainbow respectivamente, que foram gravadas originalmente por ninguém menos que Ronnie James Dio e, onde Heri mostrou toda sua garganta, cantando de forma agressiva e alto, muito alto, lembrando muito a forma que Dio cantava, mas sem perder sua identidade.

Pegue composições grandiosas, uma banda afiadíssima e uma ótimo trabalho de produção. Misture tudo e terás como resultado "The Lay Of Thrym", um disco completo, contagiante e incrível. Dividir o Viking Metal entre antes de depois desses lançamento, pelo menos pra mim, não será surpresa alguma. E a nota não poderia ser outra a não ser 10.

Percepções do Spacek:
Eu sempre citei o By The Light of The Northern Star como um dos meus discos preferidos entre todos, e não é exagero nenhum, porque acho que a harmonia, atmosfera e temática composta nesse grande trabalho é algo de dar inveja em qualquer compositor/banda. E desde que eu escutei "Take Your Tyrant", música liberada pela banda alguns dias antes do lançamento do disco, minhas expectativas estavam lá no alto, mas o CD conseguiu superar essas expectativas, por um motivo: o melhor disco da carreira do Týr, sem dúvida, e o melhor disco de Viking Metal que eu já escutei.

Em simplesmente todos os pontos, sem excessão, a banda mostra uma melhora substancial, se é que isso era possível. Refrões extremamente épicos, mais do que já eram, riffs e solos belos e épicos em demasia, a cozinha da banda segue mais pesada e precisa, os vocais do Heri se mostram mais flexíveis e maravilhosos, como eu disse, toda a banda evoluiu, de uma maneira incrível.

Além desse amadurecimento e evolução, temos uma maior versatilidade também. Músicas como "Evening Star", balada com refrão pesado e épico belíssima, "Fields Of Fallen", a música mais pesada do disco com um uma levada bem Heavy Metal e "Konning Rain", canção cantada em feroês que começa bem leve mas logo ganha peso, são exemplos dessa variedade de estilos, mas tudo sem fugir da proposta do Týr, claro. Isso tudo além de terem músicas mais progressivas como "Nine World Of Lore" e a faixa-título.

Também é totalmente válido comentar sobre a excelente capa, que assim como as outras capas do grupo, é um excelente trabalho. Vale ressaltar, mais uma vez, que o disco está impecável, do começo ao fim, dos riffs à capa. O Týr se superou de novo, e nos provou que é uma das maiores bandas de Metal da atualidade.

1. Flames of the Free - 04:17
2. Shadow of the Swastika - 04:23
3. Take Your Tyrant - 03:55
4. Evening Star - 05:04
5. Hall of Freedom - 04:06
6. Fields of the Fallen - 04:59
7. Konning Hans - 04:27
8. Ellindur Bondi a Jadri - 03:55
9. Nine Words of Lore - 04:04
10. The Lay of Thrym - 06:48

Heri Joensen - Vocals, Guitars
Gunnar Thomsen - Bass
Terji Skibenæs - Guitars
Kári Streymoy - Drums

domingo, 22 de maio de 2011

Alestorm - Shipwrecked [Official Video]

Ao contrário do Turisas, que fez um clipe tosco querendo fazer um clipe sério, o Alestorm resolveu assumir logo a sua parcela de tosqueira no seu novo clipe, Shipwrecked.

Sem entrar no mérito da qualidade musical das duas bandas e das duas músicas em questão, video por video eu preferi o do Alestorm: pelo menos é exatamente esse tipo de cenário que me vem a cabeça quando eu ouço as músicas deles (mas nunca tinha pensado em um anão tocando violino, confesso). E a animação em 3D do barco ficou bem legal.



A música faz parte do novo CD do Alestorm chamado Back Through Time, que tem a temática de "Piratas voltando no tempo para matar Vikings". (Alguém mais pensou no Turisas e na música Hunting Pirates?)

A arte do CD mais uma vez ficou muito bem elaborada, e reparem como o novo logo da banda ficou muito melhor que aquele que se encontrava nas capas anteriores! Aliás, depois farei um post sobre a evoluçao dos logos de algumas bandas com o tempo, acho o tema interessante, e espero que gostem também.

3 bandas que você deve conhecer #13

MullMuzzler/James LaBrie
País: Canadá
Estilo: Metal Progressivo/Death Metal Melódico
Disco recomendado: Static Impulse (2010)

Carreiras solos sempre são algo chato e maçante, porque na maioria das vezes é uma cópia de sua banda original um pouco mais liberal, ou seja, nada de inovador, algo muito previsível, mas com James LaBrie - vocalista do Dream Theater - foi bem diferente. Lançou dois discos com o nome de MullMuzzler e dois com o nome de James LaBrie, e em seus três primeiros focou no Metal Progressivo, mas mesmo assim, o LaBrie mostrou que tem um trabalho solo maravilhoso e versátil, pois o mesmo não se parece com o Dream Theater. E para surpeender mais os fãs, em 2010 é lançado o Static Impulse, disco que engloba fortíssimas características do Death Metal Melódicos, com direito a guturais de Peter Wildoer - baterista do Darkane, que tocou com James nesse disco -, e inclusive alguns elementos do Metalcore. Um destaque especial para a banda que acompanha o músico, que sem excessões, todos os membros são músicos excepcionais, principalmente o guitarrista Marco Sfogli e o tecladista Matt Guillory.

Creation's End
País: Estados Unidos
Estilo: Metal Progressivo
Disco recomendado: A New Begging (2010)

Marco Sfogli, guitarrista excepcional comentado acima, e Mike DiMeo, excelente vocalista que substituiu Jorn no Masterplan na época do MK II, esses são os dois principais ingredientes do Creation's End, excelente grupo de Prog Metal americano. A banda faz um Prog pesado, com riffs e solos matadores com uma certa influência do Power Metal. Novamente, Marco Sfogli merece um destaque especial por sua maravilhosa performance. O grupo lançou seu debut ano passado, e de fato, um ótimo debut.

Bigelf
País: Estados Unidos
Estilo: Metal Progressivo/Psychedelic Rock
Disco recomendado: Cheat The Gallows (2008)

Sem dúvida alguma 2010 foi um ano de grandíssimo avanço e ampliação no cenário musical pro Bigelf, pois o grupo abriu os showsd o Dream Theater na América do Sul como convidados especiais do Portnoy, e isso populariou bastante o grupo. Entretanto, se formaram opiniões bem divididas sobre a banda, pois enquanto alguns odiaram, outros adoraram. Particularmente, achei o som da banda agradável, apesar do psicodelismo e em certas horas até o experimentalismo excessivo, misturado ao progressivo, formando-se assim um gênero bastante peculiar.

sábado, 21 de maio de 2011

Já ouvi isso antes... Stratovarius x Highland Glory

Dentro do canário Power Metal, ser influenciado por Stratovarius é algo totalmente normal e corriqueiro. Mas às vezes, alguns extrapolam...

Highland Glory - Break The Silence (2005)


Stratovarius - Eagleheart (2003)


Confiram, analisem e comentem... rs

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Amon Amarth - Surtur Rising [2011]

País: Suécia
Gênero: Death Melódico/Viking Metal
Nota: 9,5

O Amon Amarth nunca foi uma banda de enfatizar as atmosferas e temáticas sonoras Vikings, apesar das letras sempre abordarem esse tema. Em seus discos, a banda sempre deu mais espaço para um Death Metal Melódico pesado e não tão acelerado, vocais guturais graves - fator incomum no gênero - e riffs melódicos, como de costume no estilo. E em seu disco anterior, Twilight Of The Thunder God de 2008, o grupo deixou os Vikings só com as letras mesmo, sendo que a temática de guerra era um tanto ausente em diversas músicas, arrisco a dizer que a mesma foi bem discreta.

E em Surtur Rising temos uma mudança não tão drástica, mas que deixa mais aparente essa temática, além de uma maior agressividade, uma maior velocidade e até mesmo uma diferença na guitarra, com riffs mais velozes remetendo ao Power Metal em certos momentos, e solos excepcionais, vide "War Of The Gods", canção que esbanja excelência quando o assunto é guitarra - mas não é só no instrumento que a música é boa.

Os guturais do grande Johan Hegg seguem como sempre, fortes, firmes e agressivos, cozinha da banda pesada e precisa, e num geral, o Amon Amarth continua uma excelente banda. Destaques são dificílimos de serem feitos devido ao fato do disco ser inteiramente ótimo, mas eu arriscaria dizer que "Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II" e "Live Without Regrets" são as duas melhores, pois se for para destacar mais uma, terá que ser mais da metade do disco, risos.

E vale também comentar a qualidade do grupo ao vivo. Desde aos riffs até os solos, Olavi não erra nada, executando tudo com perfeição, enquanto Johan mantém os guturais sem falhar nemhum momento, com agressividade e empolgação de sobra, além de ser extremamente simpático e comunicativo com a plateia. Presença de palco excepcional, e musicalidade então nem precisa ser comentada. Essa última frase vale tanto para o show quanto para Surtur Rising.

1. War of the Gods - 04:33
2. Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II - 05:58
3. Destroyer of the Universe - 03:41
4. Slaves of Fear - 04:25
5. Live Without Regrets - 05:03
6. The Last Stand of Frej - 05:37
7. For Victory or Death - 04:30
8. Wrath of the Norsemen - 03:44
9. A Beast Am I - 05:14
10. Doom Over Dead Man - 05:55

Johan Hegg - Vocals
Johan Söderberg - Guitars
Olavi Mikkonen - Guitars
Ted Lundström - Bass
Fredrik Andersson - Drums

segunda-feira, 16 de maio de 2011

1 ano sem o mestre


16/05/2011
1 ano sem o grande Ronald James Padavona...
Nada para dizer a não ser "Long Live Rock n' Roll" \,,/