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@ocaralhoa4

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Týr - The Lay Of Thrym [2011]


País: Ilhas Faroe
Gênero: Progressive Viking Metal
Nota: 10000

O Týr é, sem dúvida, uma das bandas preferidas daqui do blog, e para evitar brigas sobre quem iria resenhar Lay Of Thrym, o novo disco do grupo, o Renato resolveu fazer uma e eu outra, ambas estão nesse post, logo, preparem-se para uma babação de ovo do caralho.

Percepções do Renato:
Falar sobre Týr é chover no molhado, visto que desde do lançamento do seu debut, a banda Feroense nos brinda com uma mescla única de Heavy Metal e Progressivo, regados a passagens atmosféricas, épicas e, acima de tudo, folclóricas. Tudo isso esbanjando qualidade técnica e um feeling que não vemos em muitas bandas por aí.

O grupo vem construindo seu caminho dentro do Heavy Metal desde 2002, com o lançamento de "How Far to Asgaard" e, pensávamos, teria chegado ao seu ápice musical em 2009, quando liberou o excelente "By The Light Of The Northern Star". Realmente, "pensávamos" que a banda já tinha liberado o melhor álbum de sua estória, visto que superar aquele lançamento seria tarefa quase impossível. Mas felizmente fomos surpreendidos com "The Lay Of Thrym", liberado dia 27 de Maio pelo selo Napalm Records.

Logo na abre-álbum “Flames Of The Free”, o ouvinte já é bombardeado por uma pedrada que apresenta as características que acompanham a banda desde sua criação mas, que nesse álbum, chegaram a outro patamar de qualidade. O Heavy Metal Progressivo do quarteto está mais evoluído e trabalhado, mas mesmo assim, soa direto e possuí mais peso do que em qualquer outro play do grupo. Os corais de vozes graves que entoam cantos nórdicos, aliados ao instrumental único do grupo, ainda formam passagens -e porque não, canções inteiras- mergulhadas em atmosferas épicas, folclóricas e envolventes, que nos prendem da primeira a última nota.

Ao continuar a audição, é perceptível a progressão instrumental da banda quando comparada aos discos anteriores. Como já dito anteriormente, está tudo muito melhor. Linhas instrumentais muito mais bem trabalhadas e, principalmente, bem dosadas, que, no geral, soam muito mais Heavy Metal do que Progressivo em si. As guitarras são sempre muito pesadas, com riffs, solos e frases extremamente bem compostas e tocados de tal forma, que pelo menos ao meu ver, credenciam Heri Joensen e Terji Skibenæs como uma das melhores duplas de guitarristas do mundo. Mas, como a banda deu asas para que vocais e guitarras dessem o tom e caracterizassem o som apresentado, seria necessário uma cozinha extremamente eficiente para dar conta da condução, certo? Certíssimo! As linhas instrumentais de Gunnar Thomsen (baixo) e principalmente de Kári Streymoy (bateria) também mostraram uma grande evolução. Além de peso, ganharam mais destaque nas canções e mostraram-se mais abrangentes e diversificadas, sendo muitas vezes acompanhadas por uma guitarra.

Heri Joensen, além de grande guitarrista, se revelou um “senhor” vocalista. Quando não é acompanhado pelos corais de vozes graves, o frontman da banda não decepciona em nenhum segundo e, como o resto do grupo, apresentou uma significativa evolução. Potência aliada a técnica e a um timbre que casa perfeitamente com a proposta de som são o que caracterizam o seu vocal. E não pensem que isso é pouca coisa, pois são poucos que cantam com tamanha autoridade quando ainda são os responsáveis por uma guitarra. Maior prova disso são às duas últimas faixas do álbum, covers do Black Sabbath e do Rainbow respectivamente, que foram gravadas originalmente por ninguém menos que Ronnie James Dio e, onde Heri mostrou toda sua garganta, cantando de forma agressiva e alto, muito alto, lembrando muito a forma que Dio cantava, mas sem perder sua identidade.

Pegue composições grandiosas, uma banda afiadíssima e uma ótimo trabalho de produção. Misture tudo e terás como resultado "The Lay Of Thrym", um disco completo, contagiante e incrível. Dividir o Viking Metal entre antes de depois desses lançamento, pelo menos pra mim, não será surpresa alguma. E a nota não poderia ser outra a não ser 10.

Percepções do Spacek:
Eu sempre citei o By The Light of The Northern Star como um dos meus discos preferidos entre todos, e não é exagero nenhum, porque acho que a harmonia, atmosfera e temática composta nesse grande trabalho é algo de dar inveja em qualquer compositor/banda. E desde que eu escutei "Take Your Tyrant", música liberada pela banda alguns dias antes do lançamento do disco, minhas expectativas estavam lá no alto, mas o CD conseguiu superar essas expectativas, por um motivo: o melhor disco da carreira do Týr, sem dúvida, e o melhor disco de Viking Metal que eu já escutei.

Em simplesmente todos os pontos, sem excessão, a banda mostra uma melhora substancial, se é que isso era possível. Refrões extremamente épicos, mais do que já eram, riffs e solos belos e épicos em demasia, a cozinha da banda segue mais pesada e precisa, os vocais do Heri se mostram mais flexíveis e maravilhosos, como eu disse, toda a banda evoluiu, de uma maneira incrível.

Além desse amadurecimento e evolução, temos uma maior versatilidade também. Músicas como "Evening Star", balada com refrão pesado e épico belíssima, "Fields Of Fallen", a música mais pesada do disco com um uma levada bem Heavy Metal e "Konning Rain", canção cantada em feroês que começa bem leve mas logo ganha peso, são exemplos dessa variedade de estilos, mas tudo sem fugir da proposta do Týr, claro. Isso tudo além de terem músicas mais progressivas como "Nine World Of Lore" e a faixa-título.

Também é totalmente válido comentar sobre a excelente capa, que assim como as outras capas do grupo, é um excelente trabalho. Vale ressaltar, mais uma vez, que o disco está impecável, do começo ao fim, dos riffs à capa. O Týr se superou de novo, e nos provou que é uma das maiores bandas de Metal da atualidade.

1. Flames of the Free - 04:17
2. Shadow of the Swastika - 04:23
3. Take Your Tyrant - 03:55
4. Evening Star - 05:04
5. Hall of Freedom - 04:06
6. Fields of the Fallen - 04:59
7. Konning Hans - 04:27
8. Ellindur Bondi a Jadri - 03:55
9. Nine Words of Lore - 04:04
10. The Lay of Thrym - 06:48

Heri Joensen - Vocals, Guitars
Gunnar Thomsen - Bass
Terji Skibenæs - Guitars
Kári Streymoy - Drums

7 comentários:

Jéssica disse...

irei baixar

ΛŁIsSΘШ disse...

Nossa, mas que som lindo essa banda faz. Eles alcançaram a perfeição no fim do disco, com stargazer. Viajei demais nesse Týr.

Joao disse...

simplesmente... que bosta quer divulgar essa merda pros seus colegas? manda no email deles e fexa essa bosta de blog.. pq so eles sao retardado pra ficar vendo essa merda aqui

Ninguém disse...

Só retardados?
Então, se você comentou, você viu, logo...

Joao disse...

sua mae que mando pra mim

Ninguém disse...

Então você é o viadinho obediente do qual ela tava me falando outro dia

Roxom 666 disse...

kkkkkkkkk FUUUUU

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