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sábado, 11 de junho de 2011

Symfonia no Brasil e novo CD vindo

O super grupo Symfonia, capitaneado por Timo Tolkki e que conta com a participação de grandes nomes da cena do Metal Melódico mundial, anunciou, por meio do seu site, 6 datas para shows no Brasil.

30.7 Brasilia Porao do Rock Festival
31.7 São Paulo/SP - Citibank Hall
2.8 Porto Alegre/RS - Bar Opiniao
5.8 Teresina/PI – Venue TBA
6.8 Sao Luis/MA – Venue TBA
7.8 Rio de Janeiro/RJ - Fundição Progresso

A banda, virá ao Brasil divulgar seu primeiro álbum, "In Paradisum", lançado no início desse ano.

No site, o grupo também postou uma nota sobre o situação do baterista Uli Kusch:

"Nós gostariamos de agradecer a todos vocês pelo apoio dado ao In Paradisum nos últimos meses. Temos recebido um ótimo feedback tanto nas vendas quando na crítica do disco. Nos desculpamos pela falta de notícia mas nos temos uma boa razão pro silêncio.

Estamos esperando o nosso amigo Uli ficar melhor de sua mão. Sabemos que corremos um risco esperando, mas achamos isso melhor para a banda. É por isso que nós não tivemos nenhum show longe de helsinki ded fevereiro.

Algumas semanas atrás, nós recebemos mais notícias sobre a mão de Uli e elas foram muito ruins. Eles falaram que não é aconselhavel que ele toque bateria até o final desse ano. Depois de conversarmos com o Uli e com o seu entendimento, nós concordamos em continuar o Symfonia sem ele. É uma decisão dolorosa para todos, mas depois que o Uli falou que é melhor nós continuarmos sem ele e não esperar até um futuro incerto sobre sua melhora, decidimos fazer isso. E a verdade é, nós não podemos esperar muito mais.

Faremos alguns shows com Alex Landenburg (Axxis, At Vance) como um baterista substituto e em seguida vamos ao estúdio gravar o sucessor de "In Paradisum" para lançarmos em março de 2012. Nós temos uma ótima ideia de como será o álbum e nos desculpamos para todos aqueles que estavam esperando para nos ver ao vivo. Infelizmente devido as impossíveis circunstâncias, não tem sido possível, mas nós vamos corrigir isso com o disco no próximo ano. Nós não achamos que é correto marcar mais shows além desses. Nós achamos que é a hora de um novo disco do Symfonia, e depois mais shows. Temos muito tempo para fazer isso agora que a situação é clara para o Uli."

fonte: http://www.symfonia.fi/

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mais um dia?

Segundo jornal, a produção inclui quinta-feira, dia 29 de setembro, na programação do festival.

"O Rock in Rio vai ganhar mais um dia de show. Segundo a coluna do "Ancelmo Gois", do jornal "O Globo", a produção incluiu a quinta-feira, dia 29 de setembro, no calendário do festival. O pedido foi feito pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, que devido ao esgotamento dos ingressos, sugeriu mais um dia de show e Roberto Medina, responsável pelo Rock in Rio, aceitou."

fonte: Ego

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Alice Cooper em São Paulo [02/06/2011]

Por questões geográficas, nós do "O Caralho a 4" não podemos ir em quase todos os shows que acontecem aqui no Brasil. Mas por sorte temos amigos espalhados por todo o território nacional e, um desses amigos foi conferir o show da Titia do Rock em São Paulo. Logo, como sou um aproveitador barato (-q), pedi para esse amigo escrever um relato de como foi a apresentação. E o post abaixo se trata justamente disso, um relato descompromissado do show de Alice Cooper no Credicard Hall.

Por Rendrick Duarte:

"Demorou pra eles colocarem rock de verdade no meio desse caralho de blog!

Foi no dia 30 de maio que Alice Cooper deu as caras no Brasil depois de 4 anos, e fez o primeiro dos 3 shows que estavam marcados, em Porto Alegre. Relatos foram ouvidos dizendo que o público no Pepsi On Stage parecia não ter passado das 1.000 pessoas. Vendo isso, rezei para que o público de São Paulo representasse no Credicard Hall no dia 2 de junho, pra não decepcionar a Titia Alice.

Dei um gato no serviço, então consegui chegar por volta das 3 da tarde na fila (caracterizado com a maquiagem usada na turnê do Along Came A Spider) e não tinha muita gente. Lá pra umas 18:30 o povo começou a chegar. Muita gente deve ter ido trabalhar e só conseguiu ir pro show depois. Quinta-feira é uma desgraça pra dia de show viu. Os portões que estavam programados pra abrir às 20:00 horas (uma hora e meia antes do show) só foram abrir às 20:30. Nisso já tava uma bagunça da porra na fila.

O legal do show é que não tinha pista vip, então eu consegui ficar muito perto do palco. O povo se dispersando dentro do Credicard Hall, uns indo pras cadeiras superiores, outros pros camarotes, e nada da pista encher. A banda, que estava programada pra entrar às 21:30, teve também meia hora de atraso, entrando somente às 22:00. Foi o tempo de encostar perto de mim um cover do Ozzy e zoar com a galera. E o tempo da pista finalmente encher!

Começa o discurso ao fundo do ator Vincent Price. As luzes começam a piscar sobre a bandeirona da turnê, Cooper dá as primeiras palavras num microfone que estava um pouco ruim, e juntamente com os primeiros acordes de "The Black Widow" a bandeira cai, mostrando Alice Cooper no topo de uma escadaria, trajado de aranha. A partir daí a galera não para. Loucura o show inteiro.

Interessante eles tocarem "The Black Widow" inteira. Geralmente eles tocavam só um trecho, ou então só a instrumental durante algum número do Alice. Os 'sacerdotes' viram a escada, e o mestre desce, dando início à "Brutal Planet". A turnê é intitulada 'No More Mr. Nice Guy Tour', então têm-se a ideia de que a banda vai dar mais lugar aos clássicos. Foi o que aconteceu... "I'm Eighteen" marcou o começo dos clássicos, com Cooper se apoiando na sempre presente muleta. Logo vieram "Under My Wheels", "Billion Dollar Babies" (com direito aos dólares na espada) e "No More Mr. Nice Guy". Nisso eu já tinha suado uns 3 litros.

A banda que acompanha a Titia é fenomenal. Steve Hunter, que trabalhou com Alice Cooper até o álbum Lace and Whiskey de 1977, voltou a fazer parte do line-up nessa turnê. E as surpresas da noite ficaram com "Hey Stoopid" (que não era tocada desde a turnê de 1997, e só começou a ser tocada aqui na América Do Sul), e "Halo Of Flies". Foi nessa última que a banda mostrou sua virtuosidade. Pra quem não sabe, "Halo Of Flies" foi criada depois do King Crimson ter dado uma entrevista dizendo que 'Alice Cooper era só glitter' Com seus quase 9 minutos, "Halo Of Flies" levou ao delírio aos fãs que a conheciam. A instrumental final deu o tempo de Cooper ir trocar o figurino para mostrar a música nova "I'll Bite Your Face Off".

O teatro macabro de Cooper foi simples. Nada de enfermeiras, nem de colares de diamantes sendo jogados na plateia (por não tocarem "Nurse Rozetta" e nem "Dirty Diamonds"), mas foi incrível. Na baladinha machista "Only Women Bleed" a Titia cantou com uma boneca nas mãos. Na sequência ele espancou a boneca, ao som de "Cold Ethyl". Alice também encarnou 'O Médico E O Monstro' e deu vida à um Frankenstein de uns 5 metros de altura, claro, durante "Feed My Frankenstein".

Em "Wicked Young Man" ele atravessou seu pedestal em um paparazzi. Por conta disso, Alice é preso e condenado à morte. A hora mais esperada do show. Chega a guilhotinha, com a banda tocando parte da "Killer". No ápice da música, o carrasco solta a corda e a lâmina desce, decapitando o astro. E o público delira. "You love the dead?" pergunta aos gritos o carrasco, mostrando a cabeça de Cooper. Nisso a banda começa o refrão da "I Love The Dead", acompanhada em coro pela plateia. Mas calma, foi só o tempo para Cooper trocar de roupa e voltar com um terno brilhante e uma camisa da seleção brasileira com seu nome, de número 18 (I'm Eighteen) para o clássico "School's Out". E eles deixarem o palco.

Para o bis ele preparou "Elected", com direito à um discurso sobre o Brasil, falando que é um lugar onde há muita pobreza e colocando outros pontos negativos do país, falando depois que não liga. Encerrando o show, Steve Hunter veste uma peruca à la Hendrix, e é justamente ele que o guitarrista encara mesmo, tocando um cover de "Fire".

Pela visão que eu tive, o Credicard Hall (que tem capacidade para 7.500 pessoas) estava com, pelo menos, 6000 loucos vendo aquele show de horrores. Mas uma coisa é certa: apesar da Titia Alice não ter conversado muito com o público, São Paulo teve uma noite inesquecível. Foram 2 horas de puro terror e o mais firme hard rock que se pode ter. A galera foi um público forte. Só pararam de agitar na balada "Only Women Bleed". E cantaram (mesmo que algumas muito errado) todas as músicas.

Alice Cooper é uma das bandas que, sempre que tiver show, eu vou!!"

Line-up:
Alice Cooper - vocals
Steve Hunter - guitars
Tommy Henriksen - guitars
Damon Johnson - guitars
Glen Sobel - drums
Chuck Garric - bass

-Vincent Price Intro
01. The Black Widow
02. Brutal Planet
03. I'm Eighteen
04. Under My Wheels
05. Billion Dollar Babies
06. No More Mr. Nice Guy
07. Hey Stoopid
08. Is It My Body?
09. Halo Of Flies
10. I'll Bite Your Face Off (new song)
11. Muscle Of Love
12. Only Women Bleed
13. Cold Ethyl
14. Feed My Frankenstein
15. Clones (We're All)
16. Poison
17. Wicked Young Man
18. Killer/I Love The Dead
19. School's Out

20. Elected
21. Fire

terça-feira, 7 de junho de 2011

From Chaos To Eternity - Rhapsody Of Fire [2011]


País: Itália
Gênero: Symphonic Power Metal
Nota: 9

E a maior, mais épica e poderosa saga do Metal chega a seu fim. Desde 1997 o mundo é testemunha de toda a criatividade doentia do guitarrista Luca Turilli, o gênio que revolucionou o Heavy Metal, incorporando sinfonias magistrais ao som que sempre foi conhecido por seu peso. Claro, eles não foram os primeiros a fazer isso, mas convenhamos, nenhuma outra banda no mundo fez ou fará algo tão grandioso quanto esses italianos. Só que agora, em junho de 2011, o Rhapsody Of Fire lança, pela Nuclear Blast, o incrível "From Chaos To Eternity", a última página da incrível "Emerald Sword Saga".

A história, que vem desde 1997, é cheia de reviravoltas e tem um roteiro digno de filmes, mas irei me resumir apenas a música, visto que será broxante saber o final da saga por um terceiro...

Musicalmente falando, o Rhapsody Of Fire tem um som característico, que nunca sofreu muitas mudanças em sua estrutura e, por isso, rendeu críticas pesadas ao grupo. Outro fator que sempre gerou discussão é que inúmeras bandas com performances genéricas exploraram essa formula até o gênero ficar totalmente saturado. Mas Rhapsody é Rhapsody e, como citado acima, nenhuma outra banda sabe explorar tão bem as sinfonias quantos esses caras. Tudo é grandioso, pomposo, épico e casa perfeitamente com a proposta do grupo, com as letras, com o timbre da guitarra e tudo que vocês possam imaginar dentro de sua música. Logo, mesmo o Metal Sinfônico sendo um estilo já saturado, quando a música é bem feita, cativa até mesmo o maior crítico.

E música bem feita é o que temos aqui. O som da banda não sofreu mudanças drásticas. Ainda é grandioso, como era desde o começo, mas está mais moderno. Isso se deve, principalmente, a algumas linhas e solos de teclados de Alex Staropoli, que utilizou alguns timbres mais eletrônicos. Mas ainda temos algumas surpresas reservadas, como passagens envoltas em um Black Metal (isso mesmo!) sombrio, com orquestrações mais carregadas, vocais em drive e até blast beats. Fabio Lione ainda chuta bundas, mostrando novamente porque é considerado um dos maiores interpretes do Metal mundial. Se ele dá umas escorregadas, é na pronuncia, visto que às vezes algumas palavras saem em um inglês meio "italianado", mas isso é o de menos, pois em termos de técnica vocal e alcance, Lione saiu-se impecável.

Já o instrumental é de outro planeta, digno de uma banda como o Rhapsody. Guitarras limpas e velozes, com riffs e solos muito bem executados e que são acompanhadas por uma cozinha igualmente veloz e pesada, como o gênero pede. Às orquestrações, comandadas por Alex Staropoli, são a marca registrada da banda, e se fazem presentes aqui de forma tão esplêndida como em qualquer outro lançamento do grupo. Essas orquestrações, aliadas a corais líricos formam passagens totalmente atmosféricas e épicas, que ganham muita ênfase nos refrões -juntamente com Lione- e completam os solos, de forma a ressaltar ainda mais o trabalho das guitarras.

Um dos grandes álbuns do ano, com duas das melhores músicas que eu já ouvi na minha vida -"Tornado" e "Heroes of the Waterfalls' Kingdom", respectivamente-, com banda e produção realizando um trabalho praticamente impecável, sintetizando elementos modernos, clássicos e barrocos, dando assim, vida a um disco que nos promove uma audição transcendental, empolgante e grandiosa.

E apenas mais uma coisa: que capa foda do caralho D:

1. Ad Infinitum 01:30
2. From Chaos to Eternity 05:45
3. Tempesta Di Fuoco 04:48
4. Ghosts of Forgotten Worlds 05:35
5. Anima Perduta 04:46
6. Aeons of Raging Darkness 05:46
7. I Belong to the Stars 04:55
8. Tornado 04:57
9. Heroes of the Waterfalls' Kingdom 19:32

Fabio Lione Vocals
Luca Turilli Guitars
Alex Staropoli Keyboards
Alex Holzwarth Drums
Patrice Guers Bass
Tom Hess Guitars (rhythm)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Týr - The Lay Of Thrym [2011]


País: Ilhas Faroe
Gênero: Progressive Viking Metal
Nota: 10000

O Týr é, sem dúvida, uma das bandas preferidas daqui do blog, e para evitar brigas sobre quem iria resenhar Lay Of Thrym, o novo disco do grupo, o Renato resolveu fazer uma e eu outra, ambas estão nesse post, logo, preparem-se para uma babação de ovo do caralho.

Percepções do Renato:
Falar sobre Týr é chover no molhado, visto que desde do lançamento do seu debut, a banda Feroense nos brinda com uma mescla única de Heavy Metal e Progressivo, regados a passagens atmosféricas, épicas e, acima de tudo, folclóricas. Tudo isso esbanjando qualidade técnica e um feeling que não vemos em muitas bandas por aí.

O grupo vem construindo seu caminho dentro do Heavy Metal desde 2002, com o lançamento de "How Far to Asgaard" e, pensávamos, teria chegado ao seu ápice musical em 2009, quando liberou o excelente "By The Light Of The Northern Star". Realmente, "pensávamos" que a banda já tinha liberado o melhor álbum de sua estória, visto que superar aquele lançamento seria tarefa quase impossível. Mas felizmente fomos surpreendidos com "The Lay Of Thrym", liberado dia 27 de Maio pelo selo Napalm Records.

Logo na abre-álbum “Flames Of The Free”, o ouvinte já é bombardeado por uma pedrada que apresenta as características que acompanham a banda desde sua criação mas, que nesse álbum, chegaram a outro patamar de qualidade. O Heavy Metal Progressivo do quarteto está mais evoluído e trabalhado, mas mesmo assim, soa direto e possuí mais peso do que em qualquer outro play do grupo. Os corais de vozes graves que entoam cantos nórdicos, aliados ao instrumental único do grupo, ainda formam passagens -e porque não, canções inteiras- mergulhadas em atmosferas épicas, folclóricas e envolventes, que nos prendem da primeira a última nota.

Ao continuar a audição, é perceptível a progressão instrumental da banda quando comparada aos discos anteriores. Como já dito anteriormente, está tudo muito melhor. Linhas instrumentais muito mais bem trabalhadas e, principalmente, bem dosadas, que, no geral, soam muito mais Heavy Metal do que Progressivo em si. As guitarras são sempre muito pesadas, com riffs, solos e frases extremamente bem compostas e tocados de tal forma, que pelo menos ao meu ver, credenciam Heri Joensen e Terji Skibenæs como uma das melhores duplas de guitarristas do mundo. Mas, como a banda deu asas para que vocais e guitarras dessem o tom e caracterizassem o som apresentado, seria necessário uma cozinha extremamente eficiente para dar conta da condução, certo? Certíssimo! As linhas instrumentais de Gunnar Thomsen (baixo) e principalmente de Kári Streymoy (bateria) também mostraram uma grande evolução. Além de peso, ganharam mais destaque nas canções e mostraram-se mais abrangentes e diversificadas, sendo muitas vezes acompanhadas por uma guitarra.

Heri Joensen, além de grande guitarrista, se revelou um “senhor” vocalista. Quando não é acompanhado pelos corais de vozes graves, o frontman da banda não decepciona em nenhum segundo e, como o resto do grupo, apresentou uma significativa evolução. Potência aliada a técnica e a um timbre que casa perfeitamente com a proposta de som são o que caracterizam o seu vocal. E não pensem que isso é pouca coisa, pois são poucos que cantam com tamanha autoridade quando ainda são os responsáveis por uma guitarra. Maior prova disso são às duas últimas faixas do álbum, covers do Black Sabbath e do Rainbow respectivamente, que foram gravadas originalmente por ninguém menos que Ronnie James Dio e, onde Heri mostrou toda sua garganta, cantando de forma agressiva e alto, muito alto, lembrando muito a forma que Dio cantava, mas sem perder sua identidade.

Pegue composições grandiosas, uma banda afiadíssima e uma ótimo trabalho de produção. Misture tudo e terás como resultado "The Lay Of Thrym", um disco completo, contagiante e incrível. Dividir o Viking Metal entre antes de depois desses lançamento, pelo menos pra mim, não será surpresa alguma. E a nota não poderia ser outra a não ser 10.

Percepções do Spacek:
Eu sempre citei o By The Light of The Northern Star como um dos meus discos preferidos entre todos, e não é exagero nenhum, porque acho que a harmonia, atmosfera e temática composta nesse grande trabalho é algo de dar inveja em qualquer compositor/banda. E desde que eu escutei "Take Your Tyrant", música liberada pela banda alguns dias antes do lançamento do disco, minhas expectativas estavam lá no alto, mas o CD conseguiu superar essas expectativas, por um motivo: o melhor disco da carreira do Týr, sem dúvida, e o melhor disco de Viking Metal que eu já escutei.

Em simplesmente todos os pontos, sem excessão, a banda mostra uma melhora substancial, se é que isso era possível. Refrões extremamente épicos, mais do que já eram, riffs e solos belos e épicos em demasia, a cozinha da banda segue mais pesada e precisa, os vocais do Heri se mostram mais flexíveis e maravilhosos, como eu disse, toda a banda evoluiu, de uma maneira incrível.

Além desse amadurecimento e evolução, temos uma maior versatilidade também. Músicas como "Evening Star", balada com refrão pesado e épico belíssima, "Fields Of Fallen", a música mais pesada do disco com um uma levada bem Heavy Metal e "Konning Rain", canção cantada em feroês que começa bem leve mas logo ganha peso, são exemplos dessa variedade de estilos, mas tudo sem fugir da proposta do Týr, claro. Isso tudo além de terem músicas mais progressivas como "Nine World Of Lore" e a faixa-título.

Também é totalmente válido comentar sobre a excelente capa, que assim como as outras capas do grupo, é um excelente trabalho. Vale ressaltar, mais uma vez, que o disco está impecável, do começo ao fim, dos riffs à capa. O Týr se superou de novo, e nos provou que é uma das maiores bandas de Metal da atualidade.

1. Flames of the Free - 04:17
2. Shadow of the Swastika - 04:23
3. Take Your Tyrant - 03:55
4. Evening Star - 05:04
5. Hall of Freedom - 04:06
6. Fields of the Fallen - 04:59
7. Konning Hans - 04:27
8. Ellindur Bondi a Jadri - 03:55
9. Nine Words of Lore - 04:04
10. The Lay of Thrym - 06:48

Heri Joensen - Vocals, Guitars
Gunnar Thomsen - Bass
Terji Skibenæs - Guitars
Kári Streymoy - Drums

domingo, 22 de maio de 2011

Alestorm - Shipwrecked [Official Video]

Ao contrário do Turisas, que fez um clipe tosco querendo fazer um clipe sério, o Alestorm resolveu assumir logo a sua parcela de tosqueira no seu novo clipe, Shipwrecked.

Sem entrar no mérito da qualidade musical das duas bandas e das duas músicas em questão, video por video eu preferi o do Alestorm: pelo menos é exatamente esse tipo de cenário que me vem a cabeça quando eu ouço as músicas deles (mas nunca tinha pensado em um anão tocando violino, confesso). E a animação em 3D do barco ficou bem legal.



A música faz parte do novo CD do Alestorm chamado Back Through Time, que tem a temática de "Piratas voltando no tempo para matar Vikings". (Alguém mais pensou no Turisas e na música Hunting Pirates?)

A arte do CD mais uma vez ficou muito bem elaborada, e reparem como o novo logo da banda ficou muito melhor que aquele que se encontrava nas capas anteriores! Aliás, depois farei um post sobre a evoluçao dos logos de algumas bandas com o tempo, acho o tema interessante, e espero que gostem também.

3 bandas que você deve conhecer #13

MullMuzzler/James LaBrie
País: Canadá
Estilo: Metal Progressivo/Death Metal Melódico
Disco recomendado: Static Impulse (2010)

Carreiras solos sempre são algo chato e maçante, porque na maioria das vezes é uma cópia de sua banda original um pouco mais liberal, ou seja, nada de inovador, algo muito previsível, mas com James LaBrie - vocalista do Dream Theater - foi bem diferente. Lançou dois discos com o nome de MullMuzzler e dois com o nome de James LaBrie, e em seus três primeiros focou no Metal Progressivo, mas mesmo assim, o LaBrie mostrou que tem um trabalho solo maravilhoso e versátil, pois o mesmo não se parece com o Dream Theater. E para surpeender mais os fãs, em 2010 é lançado o Static Impulse, disco que engloba fortíssimas características do Death Metal Melódicos, com direito a guturais de Peter Wildoer - baterista do Darkane, que tocou com James nesse disco -, e inclusive alguns elementos do Metalcore. Um destaque especial para a banda que acompanha o músico, que sem excessões, todos os membros são músicos excepcionais, principalmente o guitarrista Marco Sfogli e o tecladista Matt Guillory.

Creation's End
País: Estados Unidos
Estilo: Metal Progressivo
Disco recomendado: A New Begging (2010)

Marco Sfogli, guitarrista excepcional comentado acima, e Mike DiMeo, excelente vocalista que substituiu Jorn no Masterplan na época do MK II, esses são os dois principais ingredientes do Creation's End, excelente grupo de Prog Metal americano. A banda faz um Prog pesado, com riffs e solos matadores com uma certa influência do Power Metal. Novamente, Marco Sfogli merece um destaque especial por sua maravilhosa performance. O grupo lançou seu debut ano passado, e de fato, um ótimo debut.

Bigelf
País: Estados Unidos
Estilo: Metal Progressivo/Psychedelic Rock
Disco recomendado: Cheat The Gallows (2008)

Sem dúvida alguma 2010 foi um ano de grandíssimo avanço e ampliação no cenário musical pro Bigelf, pois o grupo abriu os showsd o Dream Theater na América do Sul como convidados especiais do Portnoy, e isso populariou bastante o grupo. Entretanto, se formaram opiniões bem divididas sobre a banda, pois enquanto alguns odiaram, outros adoraram. Particularmente, achei o som da banda agradável, apesar do psicodelismo e em certas horas até o experimentalismo excessivo, misturado ao progressivo, formando-se assim um gênero bastante peculiar.

sábado, 21 de maio de 2011

Já ouvi isso antes... Stratovarius x Highland Glory

Dentro do canário Power Metal, ser influenciado por Stratovarius é algo totalmente normal e corriqueiro. Mas às vezes, alguns extrapolam...

Highland Glory - Break The Silence (2005)


Stratovarius - Eagleheart (2003)


Confiram, analisem e comentem... rs

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Amon Amarth - Surtur Rising [2011]

País: Suécia
Gênero: Death Melódico/Viking Metal
Nota: 9,5

O Amon Amarth nunca foi uma banda de enfatizar as atmosferas e temáticas sonoras Vikings, apesar das letras sempre abordarem esse tema. Em seus discos, a banda sempre deu mais espaço para um Death Metal Melódico pesado e não tão acelerado, vocais guturais graves - fator incomum no gênero - e riffs melódicos, como de costume no estilo. E em seu disco anterior, Twilight Of The Thunder God de 2008, o grupo deixou os Vikings só com as letras mesmo, sendo que a temática de guerra era um tanto ausente em diversas músicas, arrisco a dizer que a mesma foi bem discreta.

E em Surtur Rising temos uma mudança não tão drástica, mas que deixa mais aparente essa temática, além de uma maior agressividade, uma maior velocidade e até mesmo uma diferença na guitarra, com riffs mais velozes remetendo ao Power Metal em certos momentos, e solos excepcionais, vide "War Of The Gods", canção que esbanja excelência quando o assunto é guitarra - mas não é só no instrumento que a música é boa.

Os guturais do grande Johan Hegg seguem como sempre, fortes, firmes e agressivos, cozinha da banda pesada e precisa, e num geral, o Amon Amarth continua uma excelente banda. Destaques são dificílimos de serem feitos devido ao fato do disco ser inteiramente ótimo, mas eu arriscaria dizer que "Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II" e "Live Without Regrets" são as duas melhores, pois se for para destacar mais uma, terá que ser mais da metade do disco, risos.

E vale também comentar a qualidade do grupo ao vivo. Desde aos riffs até os solos, Olavi não erra nada, executando tudo com perfeição, enquanto Johan mantém os guturais sem falhar nemhum momento, com agressividade e empolgação de sobra, além de ser extremamente simpático e comunicativo com a plateia. Presença de palco excepcional, e musicalidade então nem precisa ser comentada. Essa última frase vale tanto para o show quanto para Surtur Rising.

1. War of the Gods - 04:33
2. Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II - 05:58
3. Destroyer of the Universe - 03:41
4. Slaves of Fear - 04:25
5. Live Without Regrets - 05:03
6. The Last Stand of Frej - 05:37
7. For Victory or Death - 04:30
8. Wrath of the Norsemen - 03:44
9. A Beast Am I - 05:14
10. Doom Over Dead Man - 05:55

Johan Hegg - Vocals
Johan Söderberg - Guitars
Olavi Mikkonen - Guitars
Ted Lundström - Bass
Fredrik Andersson - Drums

segunda-feira, 16 de maio de 2011

1 ano sem o mestre


16/05/2011
1 ano sem o grande Ronald James Padavona...
Nada para dizer a não ser "Long Live Rock n' Roll" \,,/