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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Queensrÿche - Dedicated To Chaos [2011]

País: Estados Unidos
Gênero: Metal Progressivo
Nota: 7,5

Como eu sempre digo, mudanças são fatores bem subjetivos. Muitas vezes podem ser fatores positivos, em outros casos negativos, e em Dedicated do Chaos temos ambos os lados. O disco começa como uma música fraquíssima que deixa suas expectativas para o resto do CD bem baixas, e as cinco próximas músicas mantém essa impressão péssima, até que "Retail Therapy" muda isso. Dessa parte pra frente o disco se torna um grandíssimo trabalho, porém poucas vezes remetendo a trabalhos antigos da banda.

O ausência de peso no disco é aparente em grande parte do trabalho, fato que também faz o mesmo se diferenciar bastante de trabalhos anteriores. Apesar da falta de qualidade das primeiras músicas, algumas passagens e riffs são interessantes, mas nada que torne-as grandes canções. Depois da ótima "Retail Therapy", temos "I Believe" e "The Lie" para descer o nível do álbum novamente.

Novos elementos musicais foram explorados pelo Queensrÿche nesse disco, como de costume, porém alguns foram elementos que, de fato, não se encaixaram tão bem na banda como alguns anteriores. Em certos momentos lembramos fortemente dos Beatles, e elementos mais fortes do Jazz aparecem muito também, coisa que na minha opinião não coube na proposta do grupo.

Geoff Tate continua com seu vozeirão, há alguns riffs incríveis até em músicas mais fracas, e passagens, transições, harmonias e melodias de tirar o fôlego, trabalhos excepcionais. Mudanças em todo o disco? Sim, algumas não colaram, nem como "experimentalismo", já outras caíram como uma luva. Independente disso, o Queensrÿche está sempre inovando, nunca sendo monótono, e explorando novos elementos dentro do Heavy Metal/Metal Progressivo.

Em Dedicated to Chaos temos excelentes músicas, novos horizontes explorados pela banda que eu descreveria como trabalhos incríveis e muito bem colocados sobre os parâmetros musicais do grupo, mas outras faixas desanimam o ouvinte.

1. "Get Started" - 3:32
2. "Hot Spot Junkie" - 3:57
3. "Got it Bad" - 3:45
4. "Around the World" - 4:00
5. "Higher" - 3:45
6. "Retail Therapy" - 5:08
7. "At the Edge" - 4:53
8. "Broken" - 6:03
9. "Hard Times" - 3:48
10. "Drive" - 4:13
11. "I Believe" - 4:18
12. "Luvnu" - 6:35
13. "Wot We Do" - 3:46
14. "I Take You" - 3:49
15. "The Lie" - 4:18
16. "Big Noize" - 6:35

Eddie Jackson - Bass
Scott Rockenfield - Drums
Michael Wilton - Guitars
Geoff Tate - Vocals

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sepultura - Kairos [2011]


País: Brasil
Gênero: Thrash/Groove/Death Metal e Hardcore
Nota: 8,5

"Regressão". Está foi a primeira palavra que me veio a mente depois que terminei de ouvir "Kairos", o novo disco do Sepultura. Apesar de ser uma palavra mais 'forte', usei-a no melhor sentido possível, já que o disco entra em uma espécie de túnel do tempo e, com o passar das músicas, atravessa todas as fases pelas quais a banda mineira passou em seus mais de 25 anos de carreira.

Há tempos que a banda, hoje formada por Derrick Green (vocais), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Jean Dolabella (bateria), vem recebendo pesadas críticas por ter abandonado aquele estilo Death/Thrash Metal dos primórdios da carreira, que fez o grupo se transformar em um dos maiores orgulhos -quiçá o maior- do Metal nacional, e apostar em um som com ares mais modernos e até experimentais, influenciado pelo Hardcore. Mas "Kairos", lançado em junho desse ano, se mostra um álbum crucial na carreira do grupo, pois aqui, ao decorrer da audição, percebemos que o grupo volta a fazer um som mais cru, seco e visceral, remetendo ao Metal Extremo, com o peso e a velocidade de antigamente.

Medo das críticas? Presente aos fãs? Baixas vendagens? Difícil dizer, até porque a banda sempre disse que não voltaria mais a fazer um som 'raiz' e que aquela fase mais brutal já tinha passado. Mas o que realmente importa é que "Kairos" sintetiza boa parte de tudo que a banda já lançou. Logo nas primeiras faixas, o grupo faz um som mais moderno e com grandes pitadas de groove, com riffs abafados e andamento mais cadenciado. Algo muito semelhante do que é encontrado em discos como "A-lex" e "Dante XXI". O som é mais simples e tem riffs um tanto quanto comuns, repetitivos e diria que até atmosféricos, mas uma diferença gritante já é perceptível: Andreas Kisser solta a mão e sola de um jeito que há tempos não o víamos fazendo.

A audição vai prosseguindo e, com ela, vai aumentando o peso e a velocidade. A partir da metade da sexta faixa, o álbum ganha contornos mais extremos e, para alguns fãs, até nostálgicos, já que nossos ouvidos tornam-se alvos de uma sucessão de riffs mais velozes com palhetas alternadas, cozinha mais pesada e direta, além dos vocais demoníacos de Derrick Green. Não estranho, canções desembocam em um Death Metal ou em um Thrash, que trazem a tona às antigas características da banda, mas que também possuem marcas do som que o grupo desenvolveu com o passar dos anos.

E nessa onda mais "old school" é que "Kairos" termina. Com o Sepultura mostrando que ainda é um dos gigantes do Heavy Metal mundial. Esbanjando qualidade técnica e compondo músicas que não deixarão ninguém sem bater a cabeça. Destaques especiais para Derrick Green, que teve uma atuação praticamente impecável, e para Andreas Kisser, o mentor criativo do grupo, que, pelo menos ao meu ver, compôs o melhor álbum já lançado após a saída de Max Cavalera da banda.

ps: será interessante ver essas músicas ao vivo, já que muitas vezes as guitarras são duplas e, como todos devem saber, Andreas é o único guitarrista. Bom, agora o negócio é esperar, já que música extrema e de qualidade a banda já mostrou que ainda sabe fazer.

Derrick Green (vocais)
Andreas Kisser (guitarra)
Paulo Jr. (baixo)
Jean Dolabella (bateria)

1. Spectrum 04:03
2. Kairos 03:37
3. Relentless 03:36
4. 2011 00:30
5. Just One Fix (Ministry cover) 03:33
6. Dialog 04:57
7. Mask 04:31
8. 1433 00:31
9. Seethe 02:27
10. Born Strong 04:40
11. Embrace the Storm 03:32
12. 5772 00:29
13. No One Will Stand 03:17
14. Structure Violence (Azzes) 05:39
15. 4648 08:22

sábado, 11 de junho de 2011

In Flames - Sound Of A Playground Fading [2011]

País: Suécia
Gênero: Death Metal Melódico
Nota: 9,5

Eu sempre preferi o In Flames moderno à época mais antiga da banda, talvez seja por isso que eu gostei bastante do novo disco do grupo, Sounds Of a Playground Fading. Se quiser ver algo do In Flames mais antigo, uma nota que remeta ao passado da banda sequer, esqueça, o disco está extremamente moderno, coisa que pra mim é positiva, afinal, como eu disse, tenho preferência pela época pós-Clayman da banda.

Podemos ver uma mudança clara nos vocais de Anders. Além do uso se vocais limpos ser predominante, os mesmos estão mais sujos e rasgados, e os guturais não são completamente "gritados" como no Clayman, estão mais roucos e menos agudos do que geralmente, assim como os vocais limpos, que também estão mais roucos.

O peso continua, as guitarras mantém o excelente nível de sempre, com riffs rápidos e menos melódicos agora, a bateria se mostra agressiva e muitas vezes acompanhando as notas dos riffs, e o baixo também se apresenta pesado e agressivo, algumas vezes com o uso de distorção. No álbum há algumas músicas mais leves e com um ar mais obscuro, porém excelentes.

A recepção do disco está sendo ótima por parte dos fãs, apesar do grupo soar um pouco diferente, fator negativo na mente de pessoas idiotas. Sinceramente? Sounds Of a Playground Playing pisa no Whoracle fácil, disco que eu acho um tanto monótono, afinal, o In Flames ainda se rendia ao Death Metal Melódico simplório naquela época. O grupo acabou de lançar o disco que é o meu segundo preferido, só perde para o excelente Clayman.

1. Sounds of a Playground Fading - 04:44
2. Deliver Us - 03:30
3. All For Me - 04:31
4. The Puzzle - 04:34
5. Fear Is the Weakness - 04:07
6. Where the Dead Ships Dwell - 04:27
7. The Attic - 03:18
8. Darker Times - 03:25
9. Ropes - 03:42
10. Enter Tragedy - 03:59
11. Jester's Door - 02:38
12. A New Dawn - 05:52
13. Liberation - 05:10

Anders Fridén - Vocals
Björn Gelotte - Guitars
Peter Iwers - Bass
Daniel Svensson - Drums, Percussion
Niclas Engelin - Guitars

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Alice Cooper em São Paulo [02/06/2011]

Por questões geográficas, nós do "O Caralho a 4" não podemos ir em quase todos os shows que acontecem aqui no Brasil. Mas por sorte temos amigos espalhados por todo o território nacional e, um desses amigos foi conferir o show da Titia do Rock em São Paulo. Logo, como sou um aproveitador barato (-q), pedi para esse amigo escrever um relato de como foi a apresentação. E o post abaixo se trata justamente disso, um relato descompromissado do show de Alice Cooper no Credicard Hall.

Por Rendrick Duarte:

"Demorou pra eles colocarem rock de verdade no meio desse caralho de blog!

Foi no dia 30 de maio que Alice Cooper deu as caras no Brasil depois de 4 anos, e fez o primeiro dos 3 shows que estavam marcados, em Porto Alegre. Relatos foram ouvidos dizendo que o público no Pepsi On Stage parecia não ter passado das 1.000 pessoas. Vendo isso, rezei para que o público de São Paulo representasse no Credicard Hall no dia 2 de junho, pra não decepcionar a Titia Alice.

Dei um gato no serviço, então consegui chegar por volta das 3 da tarde na fila (caracterizado com a maquiagem usada na turnê do Along Came A Spider) e não tinha muita gente. Lá pra umas 18:30 o povo começou a chegar. Muita gente deve ter ido trabalhar e só conseguiu ir pro show depois. Quinta-feira é uma desgraça pra dia de show viu. Os portões que estavam programados pra abrir às 20:00 horas (uma hora e meia antes do show) só foram abrir às 20:30. Nisso já tava uma bagunça da porra na fila.

O legal do show é que não tinha pista vip, então eu consegui ficar muito perto do palco. O povo se dispersando dentro do Credicard Hall, uns indo pras cadeiras superiores, outros pros camarotes, e nada da pista encher. A banda, que estava programada pra entrar às 21:30, teve também meia hora de atraso, entrando somente às 22:00. Foi o tempo de encostar perto de mim um cover do Ozzy e zoar com a galera. E o tempo da pista finalmente encher!

Começa o discurso ao fundo do ator Vincent Price. As luzes começam a piscar sobre a bandeirona da turnê, Cooper dá as primeiras palavras num microfone que estava um pouco ruim, e juntamente com os primeiros acordes de "The Black Widow" a bandeira cai, mostrando Alice Cooper no topo de uma escadaria, trajado de aranha. A partir daí a galera não para. Loucura o show inteiro.

Interessante eles tocarem "The Black Widow" inteira. Geralmente eles tocavam só um trecho, ou então só a instrumental durante algum número do Alice. Os 'sacerdotes' viram a escada, e o mestre desce, dando início à "Brutal Planet". A turnê é intitulada 'No More Mr. Nice Guy Tour', então têm-se a ideia de que a banda vai dar mais lugar aos clássicos. Foi o que aconteceu... "I'm Eighteen" marcou o começo dos clássicos, com Cooper se apoiando na sempre presente muleta. Logo vieram "Under My Wheels", "Billion Dollar Babies" (com direito aos dólares na espada) e "No More Mr. Nice Guy". Nisso eu já tinha suado uns 3 litros.

A banda que acompanha a Titia é fenomenal. Steve Hunter, que trabalhou com Alice Cooper até o álbum Lace and Whiskey de 1977, voltou a fazer parte do line-up nessa turnê. E as surpresas da noite ficaram com "Hey Stoopid" (que não era tocada desde a turnê de 1997, e só começou a ser tocada aqui na América Do Sul), e "Halo Of Flies". Foi nessa última que a banda mostrou sua virtuosidade. Pra quem não sabe, "Halo Of Flies" foi criada depois do King Crimson ter dado uma entrevista dizendo que 'Alice Cooper era só glitter' Com seus quase 9 minutos, "Halo Of Flies" levou ao delírio aos fãs que a conheciam. A instrumental final deu o tempo de Cooper ir trocar o figurino para mostrar a música nova "I'll Bite Your Face Off".

O teatro macabro de Cooper foi simples. Nada de enfermeiras, nem de colares de diamantes sendo jogados na plateia (por não tocarem "Nurse Rozetta" e nem "Dirty Diamonds"), mas foi incrível. Na baladinha machista "Only Women Bleed" a Titia cantou com uma boneca nas mãos. Na sequência ele espancou a boneca, ao som de "Cold Ethyl". Alice também encarnou 'O Médico E O Monstro' e deu vida à um Frankenstein de uns 5 metros de altura, claro, durante "Feed My Frankenstein".

Em "Wicked Young Man" ele atravessou seu pedestal em um paparazzi. Por conta disso, Alice é preso e condenado à morte. A hora mais esperada do show. Chega a guilhotinha, com a banda tocando parte da "Killer". No ápice da música, o carrasco solta a corda e a lâmina desce, decapitando o astro. E o público delira. "You love the dead?" pergunta aos gritos o carrasco, mostrando a cabeça de Cooper. Nisso a banda começa o refrão da "I Love The Dead", acompanhada em coro pela plateia. Mas calma, foi só o tempo para Cooper trocar de roupa e voltar com um terno brilhante e uma camisa da seleção brasileira com seu nome, de número 18 (I'm Eighteen) para o clássico "School's Out". E eles deixarem o palco.

Para o bis ele preparou "Elected", com direito à um discurso sobre o Brasil, falando que é um lugar onde há muita pobreza e colocando outros pontos negativos do país, falando depois que não liga. Encerrando o show, Steve Hunter veste uma peruca à la Hendrix, e é justamente ele que o guitarrista encara mesmo, tocando um cover de "Fire".

Pela visão que eu tive, o Credicard Hall (que tem capacidade para 7.500 pessoas) estava com, pelo menos, 6000 loucos vendo aquele show de horrores. Mas uma coisa é certa: apesar da Titia Alice não ter conversado muito com o público, São Paulo teve uma noite inesquecível. Foram 2 horas de puro terror e o mais firme hard rock que se pode ter. A galera foi um público forte. Só pararam de agitar na balada "Only Women Bleed". E cantaram (mesmo que algumas muito errado) todas as músicas.

Alice Cooper é uma das bandas que, sempre que tiver show, eu vou!!"

Line-up:
Alice Cooper - vocals
Steve Hunter - guitars
Tommy Henriksen - guitars
Damon Johnson - guitars
Glen Sobel - drums
Chuck Garric - bass

-Vincent Price Intro
01. The Black Widow
02. Brutal Planet
03. I'm Eighteen
04. Under My Wheels
05. Billion Dollar Babies
06. No More Mr. Nice Guy
07. Hey Stoopid
08. Is It My Body?
09. Halo Of Flies
10. I'll Bite Your Face Off (new song)
11. Muscle Of Love
12. Only Women Bleed
13. Cold Ethyl
14. Feed My Frankenstein
15. Clones (We're All)
16. Poison
17. Wicked Young Man
18. Killer/I Love The Dead
19. School's Out

20. Elected
21. Fire

terça-feira, 7 de junho de 2011

From Chaos To Eternity - Rhapsody Of Fire [2011]


País: Itália
Gênero: Symphonic Power Metal
Nota: 9

E a maior, mais épica e poderosa saga do Metal chega a seu fim. Desde 1997 o mundo é testemunha de toda a criatividade doentia do guitarrista Luca Turilli, o gênio que revolucionou o Heavy Metal, incorporando sinfonias magistrais ao som que sempre foi conhecido por seu peso. Claro, eles não foram os primeiros a fazer isso, mas convenhamos, nenhuma outra banda no mundo fez ou fará algo tão grandioso quanto esses italianos. Só que agora, em junho de 2011, o Rhapsody Of Fire lança, pela Nuclear Blast, o incrível "From Chaos To Eternity", a última página da incrível "Emerald Sword Saga".

A história, que vem desde 1997, é cheia de reviravoltas e tem um roteiro digno de filmes, mas irei me resumir apenas a música, visto que será broxante saber o final da saga por um terceiro...

Musicalmente falando, o Rhapsody Of Fire tem um som característico, que nunca sofreu muitas mudanças em sua estrutura e, por isso, rendeu críticas pesadas ao grupo. Outro fator que sempre gerou discussão é que inúmeras bandas com performances genéricas exploraram essa formula até o gênero ficar totalmente saturado. Mas Rhapsody é Rhapsody e, como citado acima, nenhuma outra banda sabe explorar tão bem as sinfonias quantos esses caras. Tudo é grandioso, pomposo, épico e casa perfeitamente com a proposta do grupo, com as letras, com o timbre da guitarra e tudo que vocês possam imaginar dentro de sua música. Logo, mesmo o Metal Sinfônico sendo um estilo já saturado, quando a música é bem feita, cativa até mesmo o maior crítico.

E música bem feita é o que temos aqui. O som da banda não sofreu mudanças drásticas. Ainda é grandioso, como era desde o começo, mas está mais moderno. Isso se deve, principalmente, a algumas linhas e solos de teclados de Alex Staropoli, que utilizou alguns timbres mais eletrônicos. Mas ainda temos algumas surpresas reservadas, como passagens envoltas em um Black Metal (isso mesmo!) sombrio, com orquestrações mais carregadas, vocais em drive e até blast beats. Fabio Lione ainda chuta bundas, mostrando novamente porque é considerado um dos maiores interpretes do Metal mundial. Se ele dá umas escorregadas, é na pronuncia, visto que às vezes algumas palavras saem em um inglês meio "italianado", mas isso é o de menos, pois em termos de técnica vocal e alcance, Lione saiu-se impecável.

Já o instrumental é de outro planeta, digno de uma banda como o Rhapsody. Guitarras limpas e velozes, com riffs e solos muito bem executados e que são acompanhadas por uma cozinha igualmente veloz e pesada, como o gênero pede. Às orquestrações, comandadas por Alex Staropoli, são a marca registrada da banda, e se fazem presentes aqui de forma tão esplêndida como em qualquer outro lançamento do grupo. Essas orquestrações, aliadas a corais líricos formam passagens totalmente atmosféricas e épicas, que ganham muita ênfase nos refrões -juntamente com Lione- e completam os solos, de forma a ressaltar ainda mais o trabalho das guitarras.

Um dos grandes álbuns do ano, com duas das melhores músicas que eu já ouvi na minha vida -"Tornado" e "Heroes of the Waterfalls' Kingdom", respectivamente-, com banda e produção realizando um trabalho praticamente impecável, sintetizando elementos modernos, clássicos e barrocos, dando assim, vida a um disco que nos promove uma audição transcendental, empolgante e grandiosa.

E apenas mais uma coisa: que capa foda do caralho D:

1. Ad Infinitum 01:30
2. From Chaos to Eternity 05:45
3. Tempesta Di Fuoco 04:48
4. Ghosts of Forgotten Worlds 05:35
5. Anima Perduta 04:46
6. Aeons of Raging Darkness 05:46
7. I Belong to the Stars 04:55
8. Tornado 04:57
9. Heroes of the Waterfalls' Kingdom 19:32

Fabio Lione Vocals
Luca Turilli Guitars
Alex Staropoli Keyboards
Alex Holzwarth Drums
Patrice Guers Bass
Tom Hess Guitars (rhythm)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Týr - The Lay Of Thrym [2011]


País: Ilhas Faroe
Gênero: Progressive Viking Metal
Nota: 10000

O Týr é, sem dúvida, uma das bandas preferidas daqui do blog, e para evitar brigas sobre quem iria resenhar Lay Of Thrym, o novo disco do grupo, o Renato resolveu fazer uma e eu outra, ambas estão nesse post, logo, preparem-se para uma babação de ovo do caralho.

Percepções do Renato:
Falar sobre Týr é chover no molhado, visto que desde do lançamento do seu debut, a banda Feroense nos brinda com uma mescla única de Heavy Metal e Progressivo, regados a passagens atmosféricas, épicas e, acima de tudo, folclóricas. Tudo isso esbanjando qualidade técnica e um feeling que não vemos em muitas bandas por aí.

O grupo vem construindo seu caminho dentro do Heavy Metal desde 2002, com o lançamento de "How Far to Asgaard" e, pensávamos, teria chegado ao seu ápice musical em 2009, quando liberou o excelente "By The Light Of The Northern Star". Realmente, "pensávamos" que a banda já tinha liberado o melhor álbum de sua estória, visto que superar aquele lançamento seria tarefa quase impossível. Mas felizmente fomos surpreendidos com "The Lay Of Thrym", liberado dia 27 de Maio pelo selo Napalm Records.

Logo na abre-álbum “Flames Of The Free”, o ouvinte já é bombardeado por uma pedrada que apresenta as características que acompanham a banda desde sua criação mas, que nesse álbum, chegaram a outro patamar de qualidade. O Heavy Metal Progressivo do quarteto está mais evoluído e trabalhado, mas mesmo assim, soa direto e possuí mais peso do que em qualquer outro play do grupo. Os corais de vozes graves que entoam cantos nórdicos, aliados ao instrumental único do grupo, ainda formam passagens -e porque não, canções inteiras- mergulhadas em atmosferas épicas, folclóricas e envolventes, que nos prendem da primeira a última nota.

Ao continuar a audição, é perceptível a progressão instrumental da banda quando comparada aos discos anteriores. Como já dito anteriormente, está tudo muito melhor. Linhas instrumentais muito mais bem trabalhadas e, principalmente, bem dosadas, que, no geral, soam muito mais Heavy Metal do que Progressivo em si. As guitarras são sempre muito pesadas, com riffs, solos e frases extremamente bem compostas e tocados de tal forma, que pelo menos ao meu ver, credenciam Heri Joensen e Terji Skibenæs como uma das melhores duplas de guitarristas do mundo. Mas, como a banda deu asas para que vocais e guitarras dessem o tom e caracterizassem o som apresentado, seria necessário uma cozinha extremamente eficiente para dar conta da condução, certo? Certíssimo! As linhas instrumentais de Gunnar Thomsen (baixo) e principalmente de Kári Streymoy (bateria) também mostraram uma grande evolução. Além de peso, ganharam mais destaque nas canções e mostraram-se mais abrangentes e diversificadas, sendo muitas vezes acompanhadas por uma guitarra.

Heri Joensen, além de grande guitarrista, se revelou um “senhor” vocalista. Quando não é acompanhado pelos corais de vozes graves, o frontman da banda não decepciona em nenhum segundo e, como o resto do grupo, apresentou uma significativa evolução. Potência aliada a técnica e a um timbre que casa perfeitamente com a proposta de som são o que caracterizam o seu vocal. E não pensem que isso é pouca coisa, pois são poucos que cantam com tamanha autoridade quando ainda são os responsáveis por uma guitarra. Maior prova disso são às duas últimas faixas do álbum, covers do Black Sabbath e do Rainbow respectivamente, que foram gravadas originalmente por ninguém menos que Ronnie James Dio e, onde Heri mostrou toda sua garganta, cantando de forma agressiva e alto, muito alto, lembrando muito a forma que Dio cantava, mas sem perder sua identidade.

Pegue composições grandiosas, uma banda afiadíssima e uma ótimo trabalho de produção. Misture tudo e terás como resultado "The Lay Of Thrym", um disco completo, contagiante e incrível. Dividir o Viking Metal entre antes de depois desses lançamento, pelo menos pra mim, não será surpresa alguma. E a nota não poderia ser outra a não ser 10.

Percepções do Spacek:
Eu sempre citei o By The Light of The Northern Star como um dos meus discos preferidos entre todos, e não é exagero nenhum, porque acho que a harmonia, atmosfera e temática composta nesse grande trabalho é algo de dar inveja em qualquer compositor/banda. E desde que eu escutei "Take Your Tyrant", música liberada pela banda alguns dias antes do lançamento do disco, minhas expectativas estavam lá no alto, mas o CD conseguiu superar essas expectativas, por um motivo: o melhor disco da carreira do Týr, sem dúvida, e o melhor disco de Viking Metal que eu já escutei.

Em simplesmente todos os pontos, sem excessão, a banda mostra uma melhora substancial, se é que isso era possível. Refrões extremamente épicos, mais do que já eram, riffs e solos belos e épicos em demasia, a cozinha da banda segue mais pesada e precisa, os vocais do Heri se mostram mais flexíveis e maravilhosos, como eu disse, toda a banda evoluiu, de uma maneira incrível.

Além desse amadurecimento e evolução, temos uma maior versatilidade também. Músicas como "Evening Star", balada com refrão pesado e épico belíssima, "Fields Of Fallen", a música mais pesada do disco com um uma levada bem Heavy Metal e "Konning Rain", canção cantada em feroês que começa bem leve mas logo ganha peso, são exemplos dessa variedade de estilos, mas tudo sem fugir da proposta do Týr, claro. Isso tudo além de terem músicas mais progressivas como "Nine World Of Lore" e a faixa-título.

Também é totalmente válido comentar sobre a excelente capa, que assim como as outras capas do grupo, é um excelente trabalho. Vale ressaltar, mais uma vez, que o disco está impecável, do começo ao fim, dos riffs à capa. O Týr se superou de novo, e nos provou que é uma das maiores bandas de Metal da atualidade.

1. Flames of the Free - 04:17
2. Shadow of the Swastika - 04:23
3. Take Your Tyrant - 03:55
4. Evening Star - 05:04
5. Hall of Freedom - 04:06
6. Fields of the Fallen - 04:59
7. Konning Hans - 04:27
8. Ellindur Bondi a Jadri - 03:55
9. Nine Words of Lore - 04:04
10. The Lay of Thrym - 06:48

Heri Joensen - Vocals, Guitars
Gunnar Thomsen - Bass
Terji Skibenæs - Guitars
Kári Streymoy - Drums

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Amon Amarth - Surtur Rising [2011]

País: Suécia
Gênero: Death Melódico/Viking Metal
Nota: 9,5

O Amon Amarth nunca foi uma banda de enfatizar as atmosferas e temáticas sonoras Vikings, apesar das letras sempre abordarem esse tema. Em seus discos, a banda sempre deu mais espaço para um Death Metal Melódico pesado e não tão acelerado, vocais guturais graves - fator incomum no gênero - e riffs melódicos, como de costume no estilo. E em seu disco anterior, Twilight Of The Thunder God de 2008, o grupo deixou os Vikings só com as letras mesmo, sendo que a temática de guerra era um tanto ausente em diversas músicas, arrisco a dizer que a mesma foi bem discreta.

E em Surtur Rising temos uma mudança não tão drástica, mas que deixa mais aparente essa temática, além de uma maior agressividade, uma maior velocidade e até mesmo uma diferença na guitarra, com riffs mais velozes remetendo ao Power Metal em certos momentos, e solos excepcionais, vide "War Of The Gods", canção que esbanja excelência quando o assunto é guitarra - mas não é só no instrumento que a música é boa.

Os guturais do grande Johan Hegg seguem como sempre, fortes, firmes e agressivos, cozinha da banda pesada e precisa, e num geral, o Amon Amarth continua uma excelente banda. Destaques são dificílimos de serem feitos devido ao fato do disco ser inteiramente ótimo, mas eu arriscaria dizer que "Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II" e "Live Without Regrets" são as duas melhores, pois se for para destacar mais uma, terá que ser mais da metade do disco, risos.

E vale também comentar a qualidade do grupo ao vivo. Desde aos riffs até os solos, Olavi não erra nada, executando tudo com perfeição, enquanto Johan mantém os guturais sem falhar nemhum momento, com agressividade e empolgação de sobra, além de ser extremamente simpático e comunicativo com a plateia. Presença de palco excepcional, e musicalidade então nem precisa ser comentada. Essa última frase vale tanto para o show quanto para Surtur Rising.

1. War of the Gods - 04:33
2. Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II - 05:58
3. Destroyer of the Universe - 03:41
4. Slaves of Fear - 04:25
5. Live Without Regrets - 05:03
6. The Last Stand of Frej - 05:37
7. For Victory or Death - 04:30
8. Wrath of the Norsemen - 03:44
9. A Beast Am I - 05:14
10. Doom Over Dead Man - 05:55

Johan Hegg - Vocals
Johan Söderberg - Guitars
Olavi Mikkonen - Guitars
Ted Lundström - Bass
Fredrik Andersson - Drums

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Cavalera Conspiracy - Blunt Force Trauma [2011]

País: Estados Unidos
Gênero: Groove Metal
Nota: 9

Misture tudo que possa ser ligado ao Groove Metal com uma pegada muito agressiva e "largada", é esse o modo perfeito de descrevermos Blunt Force Trauma, o novo disco do Cavalera Conspiracy, banda formada pelos irmãos Max e Igor Cavalera, brasileiros, apesar do grupo ter sido formado nos Estados Unidos. Lançado três anos depois de seu último (e primeiro, diga-se de passagem) lançamento, Inflikted, Blunt Force Trauma me contagiou do início ao fim.

Muitas bandas pesadas fazem um som, por mais que seja bom, maçante, e esse é muitas vezes o problema de bandas Groove, mas com certeza não é o problema do Cavalera Conspiracy, pois aqui o grupo faz um som ao mesmo tempo pesado, agressivo e nada cansativo, podendo ser ouvido na íntegra sem nenhum cansaço. Riffs de guitarras excelentes, com notas agudas intercaladas entre acordes velozes e graves - característica muito comum no Groove Metal - vocais bem versáteis, pois temos aquele vocal "semi-gutural" gritado comum no gênero, o clássico gutural de Max Cavalera, e poucos vocais limpos.

A cozinha da banda mantém uma velocidade, peso e rítmo incríveis. Muitas vezes remetendo ao Thrash e até ao Death Metal - outro fator bem comum em bandas do gênero -, o grupo não foge de nenhum parâmetro proposto pelo Groove Metal, mas dentro de tais, fazem coisas excelentes. Solos de guitarras vicerais são presentes em todas as músicas, assim como riffs e linhas de baixo grooveadas.

Simplesmente excelente. Max Cavalera se superou novamente com o mais novo disco do Cavalera Conspiracy. Desde a produção até a mixagem do álbum estão impecáveis, e, principalmente, a música, que não peca em praticamente nada.

1. Warlord - 03:05
2. Torture - 01:51
3. Lynch Mob - 02:31
4. Killing Inside - 03:28
5. Thrasher - 02:49
6. I Speak Hate - 03:10
7. Target - 02:36
8. Genghis Khan - 04:23
9. Burn Waco - 02:52
10. Rasputin - 03:22
11. Blunt Force Trauma - 03:58

Max Cavalera - Vocals, Guitars
Igor Cavalera - Drums
Marc Rizzo - Guitars
Johnny Chow - Bass

domingo, 8 de maio de 2011

Septicflesh - The Great Mass [2011]


País: Grécia
Gênero: Death/Atmospheric Metal
Nota:
9

Bandas que mesclam elementos sinfônicos com Metal, há muito tempo já não são mais novidade. Bandas que mesclam elementos sinfônicos com Metal Extremo também já não impressionam e chocam a maioria com tanta facilidade. Mas bandas como o Septicflesh... Bom, com bandas como essa, anos podem se passar e formações podem se separar, mas a genialidade do som do grupo ainda entrará na alma do ouvinte, o prenderá e o levará a uma jornada caótica durante a audição de seus discos. Em “The Great Mass”, o novo disco desses gregos, isso não é diferente. Lançado dia 18 de Abril pela Season Of Mist, o disco traz aquele tipo de som que nos afoga em atmosferas totalmente carregadas e sinfônicas, enquanto nossos tímpanos se tornam alvos de uma sessão ininterrupta e extrema do mais violento Death Metal.

Em um gênero onde predominam performances genéricas, onde a brutalidade soa apenas como barulho, sem nenhuma estrutura e razão definida e que, além de tudo, apresenta produções precárias, o Septicflesh vem como um sopro de vida dentro do Death Metal -mesmo isso soando contraditório. Logo de cara, percebemos que o som da banda foi inundado por passagens orquestrais. Sim, o grupo sempre teve elementos sinfônicos, mas dessa vez é notável a influência de bandas como o Dimmu Borgir no som da banda. A mescla de passagens épicas, densas e melancólicas que as orquestrações criam, compõe uma atmosfera totalmente carregada que perdura do início ao fim da audição. Doses cavalares de melodias mais limpas (ou menos sujas, como queiram) também foram introduzidas por todo o álbum. Tanto, que a faixa "Pyramid God" soa quase como um Melodeath vindo diretamente da Suécia.

Os vocais também são um dos pontos que chamam muito a atenção no disco. Primeiramente o vocal de "Seth Siro Anton, que possuí um dos melhores guturais que eu já ouvi. Um rugido extremamente grave, que lembra muito o de Mikael Åkerfeldt, do Opeth. Em segundo, o vocal de Sotiris Anunnaki, que quando canta, utiliza vocais limpos. Ao meu ver, Sotiris acrescenta algo totalmente inusitado ao álbum. Como muitos sabem, foi na Grécia -país do grupo- que começou o Helenismo, a mescla das culturas orientais e ocidentais. Ok, mas você deve estar se perguntando "sim, e dái?". Bom, Sotiris canta com uma voz mais nasalada, que lembra muito os vocais de bandas do que alguns chamam de "Oriental Metal". Logo, esses vocais, o Death Metal e as sinfonias dão forma a passagens que ilustram definitivamente isso, a mistura das características ocidentais com as orientais.

Já o instrumental é digno de bandas que se dizem extremas. As guitarras tem riffs pesados e rápidos. Já a bateria é variada e por vezes insana, com combinações de bumbo duplo e blast beats, por vezes seguindo a guitarra, não importando a velocidade do riff. Mas tudo soando pesado e veloz, como toda bateria de Metal deve ser. Já o baixo... Bom, quando eu conseguir ouvi-lo volto aqui e comento alguma coisa.

"The Great Mass" definitivamente coroou o trabalho do Septicflesh. A combinação das ideias de quatro músicos gregos, misturando sinfonias, épicos e peso, criou um álbum sem precedentes, que em cada faixa mostra novos truques na manga, tornando a audição uma experiência variada e cheia de detalhes, onde o ouvinte, ao escutar, encontrará algo novo sobre uma música que não percebeu antes, mas que de qualquer modo, desce fácil fácil. Sem dúvidas, um dos melhores lançamentos desse ano, não só do Metal Extremo, mas da música em geral.

Seth Siro Anton Vocals (harsh) / Bass
Christos Antoniou Guitars / Orchestrations
Sotiris Anunnaki V Guitars / Vocals (clean)
Fotis Benardo Drums

1. The Vampire From Nazareth - 4:08
2. A Great Mass of Death - 04:46
3. Pyramid God - 05:13
4. Five-Pointed Star - 04:33
5. Oceans of Grey - 05:11
6. The Undead Keep Dreaming - 04:29
7. Rising - 03:16
8. Apocalypse - 03:55
9. Mad Architect - 03:36
10. Therianthropy - 04:28

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mr. Big - Live From The Living Room [2011]


País: EUA
Gênero: Hard Rock
Nota: 8,5

Que o Mr. Big é uma das bandas mais técnicas do Hard Rock e da música pesada em si, todo mundo sabe. Que a discografia do grupo americano conta com mais lançamentos ao vivo do que com álbuns de estúdio, tudo mundo também sabe. Mas eu pergunto a todos que estão lendo essa resenha: Alguém, algum dia imaginou que a banda lançaria um álbum ao vivo no Japão?!? E pra o espanto de todos... Sim! Eles lançaram!

Brincadeiras a parte, é impossível negar a genialidade do grupo que conta com Eric Martin nos vocais, Paul Gilbert na guitarra, Billy Sheehan no baixo e Pat Torpey na bateria. O quarteto responsável por hits como "To Be With You" e "To Be With You" (risos) realizou sua tão esperada volta aos palcos com a formação clássica em 2009, quando lançou o CD/DVD "Back To Budokan" e, no finalzinho de 2010, lançou seu tão esperado álbum de inéditas, o magnífico "What If...". Logo, as apresentações começaram e, dia 28 de janeiro, realizou-se um "show secreto" para 200 japas sortudos - sortudos mesmo, visto que foram escolhidos por sorteio. E "Live From The Living Room" foi este show, lançado dia 27 de abril em CD (contendo 10 músicas) e DVD (com 15 canções).

Bom, se a banda nunca inova no país onde grava seus álbuns ao vivo, pelo menos em cima do palco a criatividade rola solta. Não apenas no sentido musical, mas sim no estético. "Live From The Living Room" recebeu esse nome porque foi gravado justamente em um palco montado e adornado para parecer uma sala de estar. Com sofás, televisão, abajur, mesinhas e todas aquelas coisas que você encontra em uma sala. A apresentação se realizou quase que totalmente em um formato acústico e contou até com participação de uma mini-orquestra em algumas músicas.

Bem, quando falamos de Mr. Big, já é de se esperar um show tecnicamente perfeito e, é justamente isso que temos aqui. Ressaltando apenas que algumas canções, por serem executadas de forma acústicas, perdem alguns de seus detalhes, mas não pecam em nada na mescla entre virtuosidade e feeling. Digo isso pois as versões apresentadas não ficaram tão "encorpadas", já que temos apenas um violão. Creio que seria bem mais viável se Eric Martin fizesse algumas bases com violão, para dar mais "consistência", detalhes e um pouco mais de peso às execuções. Sim, eu disse peso, pois Pat Torpey também abandonou sua bateria e ficou apenas na percussão. Se por um lado isso mostra versatilidade e em alguns momentos dá uma forma bem interessante e um clima amistoso e íntimo ao show, por outro, deixa um espaço vazio, um vácuo dentro da apresentação. Eu vejo isso da seguinte forma: Músicas de Rock precisam de uma condução coesa, mesmo quando executadas em um formado acústico. Logo, a falta de bateria e de mais um violão não foi suprida nem mesmo com o acréscimo da orquestra.

O set list, como vem sendo de costume desde a volta da banda, não traz nenhuma música da "era Kotzen". O show é quase todo baseado nas novas músicas, com destaques para o novo single "Undertow", "As Far As I Can See", "Around The World", a belíssima "Stranger In My Life" -que contou com a participação da orquestra convidada- e "Nobody Left To Blame", que já conta com guitarra elétrica. Os clássicos que marcaram toda a carreira do grupo também não foram esquecidos. Aqui se fazem presentes músicas como o hit "To Be With You", a pedrada "Daddy, Brother, Lover, Little Boy" e a linda "Take Cover". Todas apresentadas com propriedade pelo grupo, mas, principalmente por Paul Gilbert, que tocou seu violão do mesmo jeito que toca sua guitarra, com solos e riffs executados de forma ainda mais incrível do que nós já esperamos de um guitarrista do seu nível. Dúvida? Escute "Still Ain't Enough for Me" e "Around The World"... Outro que merece destaque é Eric Martin, que mesmo não sendo uma unanimidade, nessa apresentação, no mínimo, chutou bundas.

De um jeito ou de outro, ouvir o Mr. Big tocar é sempre um presente para amantes de boa música e "Live From The Living Room" prova isso (mais uma vez). Logo, eles podem lançar um ao vivo no Japão a cada 6 meses, pois de qualquer forma, o Hard Rock agradece... E que venham logo ao Brasil!

Eric Martin - vocais
Paul Gilbert - violão
Billy Sheehan - baixo
Pat Torpey - percussão

01. Undertow
02. Still Ain't Enough for Me
03. Green-Tinted Sixties Mind*
04. As Far As I Can See
05. Voodoo Kiss
06. Where Do I Fit In?*
07. Take Cover
08. Around The World
09. Daddy, Brother, Lover, Little Boy*
10. Stranger In My Life (w/ Strings)
11. All The Way Up (w/ Strings)
12. To Be With You (w/ Strings)
13. Nobody Left To Blame (w/ Taiko Drums)
14. Shy Boy (w/ Taiko Drums)*
15. 30 Days In The Hole*

* -> somente no DVD

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Norther - Circle Regenerated [2011]

País: Finlândia
Gênero: Death Metal Melódico
Nota: 8,5

Petri Lindroos fará muita falta? Essa era a pergunta que não calava para todos os fãs do Norther, pois desde sua saída, em 2009, a banda não lançou nada. Aliás, o mais perto disso foi o single "Break Myself Away" do disco que viria a ser lançado pouco tempo depois, Circle Regenerated, mas independente disso, com uma música não podemos ter uma noção direta de uma mudança drástica na banda como ocorreu com o Norther.

O Norther nunca foi um grupo focado em técnica, pois podemos descrever seu som basicamente como 'um Power Metal veloz e simplório com vocais guturais e ênfase nos teclados', mas com a saída de Petri Lindroos, esse conceito precisa ser revisto, devido à mudanças um tanto significativas. A banda não está mais tão rápida, os ritmos diminuíram a velocidade de uma maneira bem notável. Os teclados melódicos deram espaço para teclados mais discretos, em certas horas orquestrados.

Também podemos citar a grande mudança nas guitarras, que passaram de riffs velozes, cavalgados e afabados para riffs melódicos e agudos, com menos peso. Aliás, vale ressaltar que a banda está extremamente mais melódica do que antigamente, isso é bem perceptível desde os riffs até os solos e as harmonias. E em relação à técnica, o Norther nunca focou muito em técnica, mas isso mudou no Circle Regenerated, onde além de muito mais melódica a banda também dá bastante atenção para a técnica. E um ponto que pra mim soou totalmente negativo, foi o acréscimo de vocais limpos que fogem totalmente da proposta e do som da banda.

Podemos dizer que o Norther progrediu e amadureceu um pouco, e que a saída do Petri Lindroos pode deixar opiniões bem divididas sobre isso, pois o músico sempre levou o Norther para um caminho mais Power, simples e veloz, já agora é o oposto, muito mais melódico, menos rápido e técnico. O Norther sofreu uma mudança bem perceptível, mas que no fundo, mantém sua essência de anos atrás.

1. Through It All - 03:46
2. The Hate I Bear - 04:07
3. Truth - 04:04
4. Some Day - 04:49
5. Break Myself Away - 04:06
6. Believe - 04:23
7. Falling - 04:22
8. We Do Not Care - 04:16
9. The Last Time - 04:17
10. Closing In - 05:49

Aleksi Sihvonen - Harsh Vocals
Kristian Ranta - Guitars, Clean Vocals
Daniel Freyberg - Guitars, Backing Vocals
Jukka Koskinen - Bass, Backing Vocals
Tuomas Planman - Keyboards, Programming
Heikki Saari - Drums

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Mercenary - Metamorphosis [2011]


País: Dinamarca
Estilo: Power/Melodic Death Metal
Nota: 9,5

Ultimamente, o mundo do Metal está sendo invadido pro bandas que propõe um som pesado e agressivo, mas que se esbaldam em atmosferas e sonoridades mais modernas, fazendo uma mescla de influências Extremas, limpas e futurísticas. Dentre esses grupos, um que chama muito a atenção é o Mercenary, um grupo dinamarquês, formado em 1991, que aposta na mescla das melodias do Power Metal, com o peso e toda a agressividade do Death Metal.

Agora em 2011, o grupo lançou seu sexto full-length. "Metamorphosis", liberado dia 25 de Fevereiro, pela NoiseArt, tráz um som um pouco diferente do que a banda vinha explorando. Tudo ainda continua pesado e veloz, mas, de cara, fica explícito que a banda incorporou algumas novas influências vindas do Metalcore ao seu som. Logo, atmosferas mais futurísticas e apocalípticas são encontradas por toda a audição. Essas novas influências ainda recaem sobre os vocais, já que René Pedersen utilizou um leque bem amplo de linhas vocais ao longo do disco. É possível ouvir vocais mais limpos e melódicos, e drives mais agudos e agressivos, além dos guturais mais graves, vindos diretamente do Death Metal.

O instrumental do grupo apresenta guitarras sempre muito pesadas e distorcidas, com linhas repletas de riffs abafados. A cozinha é digna de uma banda que usa o termo "Death" em sua classificação e definição, visto seu peso e agressividade, mas, que também, apresenta linhas com um certo tempero "groove", com algumas quebradas de ritmo bem interessantes. Só gostaria de deixar claro que toda essa agressividade nem passa longe de soar apenas como barulho, assim, tornando-se enjoativa, já que o grupo conseguiu a proeza de compor músicas que apresentam um som pesado, mas que tem melodias acessíveis. Logo, sendo pesado, melódico e moderno, toda essa "pancadaria", desce fácil fácil.

Alguns poderão achar o som do grupo muito calcado no Metalcore, visto todo o clima apocalíptico e caótico que o grupo conseguiu compor sem nenhum recurso que não fosse o de um teclado. Mas, de qualquer forma, quem não se importa tanto com rótulos e deseja apenas curtir algo pesado mas que soa melódico e, além de tudo, feito com muita técnica e competência, esse novo do Mercenary é uma ótima pedida.

René Pedersen - Vocals, Bass
Jakob Mølbjerg - Guitar
Martin Buus Pedersen - Lead Guitar, Keyboards
Morten Løwe Sørensen - Drums

Guest:
Kim Olesen - Keyboards

1. Through the Eyes of the Devil - 05:11
2. The Follower - 04:37
3. In a River of Madness - 05:59
4. Memoria - 05:42
5. Velvet Lies - 06:52
6. In Bloodred Shades - 04:39
7. Shades of Grey - 05:34
8. On the Edge of Sanity - 04:22
9. The Black Brigade - 05:44

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Xerath - II [2011]

País: Inglaterra
Estilo: Orchestral/Progressive/Groove Metal
Nota: 10

E aqui está um dos discos que eu estava com mais expectativa para que saíssem logo. Pra quem gostou do primeiro disco do Xerath (intitulado I), não espere algo muito semelhante em seu segundo trabalho, pois a sonoridade da banda mudou bastante, podemos dizer que progrediu e amadureceu dentro dos parâmetros do estilo que a banda fazia, que é totalmente peculiar, diga-se de passagem. Digo isso pois o Groove Metal é naturalmente um estilo sujo e agressivo, algo sem muita técnica e perfeição, e o Xerath fez um contraste ao misturar tal gênero com o Progressivo, que além de acrescentar características musicais mais complexas à sonoridade do grupo, aumenta de uma maneira muito significativa a técnica de riffs e harmonias instrumentais.

E isso sem contar o acréscimo de temas sinfônicos e orquestrados às músicas, coisa que acentua mais ainda o conceito de "peculiar" citado por mim acima. Mas bom, agora fazendo breves comparações com seu primeiro disco: os vocais estão bem diferentes, os guturais estão mais agudos e extremamente gritados e agressivos, a base do instrumental não mudou, apenas amadureceu e deu mais ênfase à técnica, com riffs totalmente técnicos e velozes com tempos quebrados e complexos.

A bateria mantém ritmos complexos, muitas vezes velozes pedais duplos com um andamento dificílimo, e o baixo abusa do peso e agressividade e do groove para fazer harmonias violentíssimas. Em relação às orquestras, em II temos um pouco de carência das mesmas em certas músicas, mas que não deixam de aparecer, pois o principal contraste é feito por orquestras e a agressividade desse Groove Metal extremamente técnico com os vocais apedrejadores.

Mas apesar da banda fazer um Groove muito diferente do tradicional - a guitarra segura essa marca com os timbres sujos e pesados -, de vez em quando podemos perceber certos "deslizes" remetendo fortemente ao clássico, tais como o uso de um vocal limpo "desleixado", riffs sujos e simples e outros fatores. Se você já achava o primeiro disco da banda bom, é só escutar esse que terá o Xerath como sua banda preferida, risos.

1. Unite to Defy - 05:24
2. God of the Frontlines - 04:37
3. Reform III - 04:36
4. The Call to Arms - 05:52
5. Machine Insurgency - 04:55
6. Sworn to Sacrifice - 04:44
7. Enemy Incited Armageddon - 07:24
8. Nuclear Self Eradication - 05:29
9. Numbered Among the Dead - 04:36
10. The Glorious Death - 08:34

Michael Pitman - Drums
Owain Williams - Guitars, Bass
Richard Thomson - Vocals
Chris Clarke - Bass

terça-feira, 12 de abril de 2011

Amaranthe - Amaranthe [2011]

Antes de mais nada: PARABÉNS PRA MIM ._. q


País:
Suécia
Estilo: Modern Death/Power Metal
Nota: 10

Se as críticas que eu recebi não tivessem surtido efeito, hoje, esse post estaria inundado por palavras de baixo calão, visto a qualidade suprema desse primeiro full-lenght do Amaranthe. A banda sueca/dinamarquesa foi formada por integrantes de renomadas bandas europeias que, juntos, montaram uma super-banda que realmente faz jus ao adjetivo "super". Em 2009, o grupo lançou um EP que deixou meio mundo de queixo caído, visto a qualidade e a nova forma de fazer Metal que a banda explorou. De lá pra cá, o grupo lançou mais duas demos até que, finalmente, nesse mês, liberaram o seu primeiro Full.

O disco auto intitulado será lançado oficialmente amanhã, dia 13 de abril, pela Spinefarm Records. Aqui, a banda apresenta uma mescla incrível de mais poderoso Power Metal e do mais agressivo Death Metal Melódico. Aliado a isso, o grupo conseguiu colocar influências eletrônicas, do Metalcore e de pop music nas canções, logo, criaram uma atmosfera futurística, apocalíptica e envolvente que permanece perenemente em torno de todo o álbum. Indo nessa onda futurística, o instrumental é de outro planeta. Sempre muito moderno, pesado e agressivo (logo, esses serão os adjetivos mais citados durante a resenha), mas, ao mesmo tempo, que consegue ser melódico. Bases de guitarra muito pesadas e agressivas aliadas a uma cozinha de dar inveja em muita banda de Brutal, tamanha sua agressividade e peso. Já os teclados parecem ser uma das principais características do som do grupo, sempre dando um clima bem moderno e sendo os responsáveis pelas atmosferas.

Os vocalistas merecem um parágrafo a parte, já que não são 1 ou 2, mas sim 3! Você não leu errado, são 3 vocalistas mesmo. E o mais incrível de tudo: são totalmente distintos entre si. Logo, é incrível a quantidade de variações vocais que ouvimos durante a audição. Temos Elize Ryd dando conta dos vocais femininos, Jake E Berg com vocais limpos e Andy Solveström com guturais. Mas não se enganem... Eles não tocam nada, os 3 são vocalistas MESMO. Ás vezes alternando, ás vezes cantam os três ao mesmo tempo, às vezes apenas dois e assim vai. Enfim, a Matemática se faz necessária para podermos ter uma ideia do tamanho do leque de opções e tamanha maleabilidade que todos os 3 vocalistas dão as linhas vocais das canções.

Até o momento, esse se mostrou um dos melhores álbuns do ano. Digno de todas as honras possíveis a um disco. Um som que consegue misturar algo bonito, pesado, veloz e moderno. Que sai da mesmice e do marasmo em que boa parte do Heavy Metal se encontrava. Que mostra que ainda existem vertentes e caminhos a serem explorados dentro da música pesada (tanto, que foi um sacrifício conseguir classificar o som do grupo) e que revela uma das bandas mais promissoras do mundo. Sem mais, a nota pra tamanha grandiosidade não podia ser outra a não ser 10!

Olof Morck (NIGHTRAGE, DRAGONLAND) - Guitar, Keyboards;
Elize Ryd - (Kamelot) Female Vocals;
Jake E (ex-DREAM EVIL, DREAMLAND) - Clean Vocals;
Andy Solvestrom (WITHIN Y, EVILDOER, CIPHER SYSTEM) - Screams;
Morten Lowe Sorensen (THE ARCANE ORDER, SUBMISSION) - Drums;
Johan Andreassen (ex-ENGEL) - Bass.

1. Leave Everything Behind - 03:16
2. Hunger - 03:11
3. 1.000.000 Lightyears - 03:14
4. Automatic - 03:24
5. My Transition - 03:47
6. Amaranthine -03:28
7. Rain - 03:42
8. Call Out My Name - 03:15
9. Enter The Maze - 04:03
10. Director's Cut - 04:47
11. Act Of Desperation - 03:02
12. Serendipity - 03:25

Sabe o post sobre os melhores debuts? Esse entraria fácil...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nargaroth - Spectral Visions of Mental Warfare [2011]

País: Alemanha
Estilo: Ambient/Black Metal
Nota: 8,5

Apesar da mistura de ambos os gêneros - muito comuns entre bandas de Black Metal -, podemos dizer que em Spectral Visions, o Ambient predomina, pois além de ter mais da metade do disco composto por músicas de tal rótulo, o mesmo pode também servir de complemento à músicas sujas e agressivas como "An Indifferent Cold in the Womb of Eve". Porém, além da introdução do disco e mais várias faixas, destaco a eletrônica "Journey Through My Cosmic Cells (The Negation Of God)", que apesar de ser longa, 10:04, é uma música extremamente bem estruturada, agradável de se ouvir, entretando em certas horas chegando a ser um pouco maçante devido à sua "construção", que não tem nenhum instrumento, a não ser os sintetizadores.

Com certeza o som que temos aqui não é algo de fácil compreensão, pois o seu humor, seus ouvidos e até mesmo o momento precisam estar conspirando ao seu favor para apreciar um som mais sujo e exótico como o proposto nesse disco. E, diferentemente de diversas bandas que podem ser igualmente rotuladas, o Nargaroth faz certas músicas que apenas com poucas modificações em sua batida pode ir direto para uma festa, risos, tendo em vista que apenas poucos elementos sinfônicos, somados à uma atmosfera obscura e barulhos feitos com o sintetizador geralmente compõe tais músicas.

Outro ponto extremamente comum dentro do Metal que não carece no Spectral é o contraste. Seja no contraste na passagem de uma música pra outra, na comparação de duas músicas distintas e até mesmo um contraste musical na mesma canção, pois muitas vezes sintetizadores e poucos elementos eletrônicos são usados por cima de um Black Metal sujo e agressivo, fato que equilibra a musicalidade, tanto em pontos como a atmosfera musical - que se torna algo bastante singular -, e também em tornar essas pedradas sonoras oferecidas pelo Metal Negro menos maçantes.

E para terminar essa tour pelo mundo eclético e diversificado (leia-se louco pra caralho, risos) do Black Metal, também podemos acrescentar barulhos de chuva, uivos de lobos e violoncelos causamento uma temática mais diversificada ainda de tudo que virá pelo disco - vide que essas características citadas por mim estão todas juntas na introdução. Sem dúvida um disco de difícil compreensão, porém, sem dúvida um disco ótimo.

1. Odin’s weeping for Jördh - 06:41
2. An indifferent Cold in the Womb of Eve - 06:26
3. Diving among the Daughters of the Sea - 05:19
4. Odin’s weeping for Jördh - Part II - 02:08
5. Journey through my Cosmic Cells (The Negation of God) - 10:03
6. A Whisper underneath the Bark of old Tree - 10:36
7. Spectral Visions of Mental Warfare - 10:37
8. March of the Tyrants - 06:16

Ash - Vocals, Guitar, Bass
Charoon - Guitar
Erebor - Drums

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ozzy Osbourne em Brasília [05/04/2011]

Bom, tanto o Spacek quanto eu somos amigos de uma garota que saiu de Roraima, no meio da floresta amazônica, e foi para Brasília apenas para acompanhar o show do mestre Ozzy Osbourne. Eu, como bom filho da puta, pedi para que ela fizesse um relato sobre como foi o show. Relato esse, que eu poderia fazer se não morasse longe pra caralho e que o Spacek faria se não tivesse se mudado de Brasília. Mas ok, ela, como boa amiga que ama este blog e esse colaborador, aceitou o convite e escreveu o post abaixo.

"Ozzy Osbourne, aos 62 anos de idade veio ao Brasil pela segunda vez e, pela primeira vez, esteve em Brasília. A pontualidade britânica realmente existe, visto que o "Príncipe das Trevas" pisou no palco às 21:27, sendo que o show era pra começar às 21:30. Com pouco mais de 7 mil pessoas no Ginásio Nilson Nelson, Ozzy fez o chão tremer, literalmente.

Um pouco antes dele entrar, a banda brasileira Sepultura deu o ar da graça fazendo o show de abertura. Não percebi quantas músicas eles tocaram, estava ocupada de mais com cigarros e bangueando. O vocal de Derrick Green foi A-M-A-Z -I-N-G, apesar de Death/Thrash Metal não ser um dos meus estilos musicais favoritos. O baixista, Paulo, foi o que mais chamou minha atenção. Juro que ele tinha feelings muuuuito parecidos com os do Angus. O guitarrista se mostrava todo fodão, mas quando abriu a boca, vimos que era um paraíba com sotaque fodido barbudo e cabeludo. MAS ENFIM, Sepultura não decepcionou, esquentou o público e nos fez cantar junto, pular, gritar, banguear e afins. Se o Ozzy não estivesse programado para aquela noite, poderíamos dizer que Sepultura fez o show principal.

MAAAAAAAAAAS OZZY É OZZY, e quando ele entrou começaram gritos, choros e durante o show, alguns dos comentários do Príncipe eram ‘’ I CAN’T FUCKING HEAR YOU’’ e ‘’ARE YOU HAVING A GOOD TIME?’’. Ele não foi de muito papo com o público. Mas teve mangueiras de espuma e baldes de água jogados em nós.

O concerto começou com "Bark At The Moon". Ele colocou os fãs pra cantar, viu que ninguém sabia a letra direito, começou a rir e não nos deu outra chance. Depois veio "Let Me Hear You Scream", que foi a única música do novo CD (só pra não dizer que não teve nenhuma música do Scream", por que né? [...])

Ele fazia brincadeiras com o baixista e com o guitarra, fingindo que estava enforcando um e puxando o cabelo do outro. Tudo isso com um sorriso no rosto, é claro. Não teve Zakk, mas o guitarrista da vez (Gus G.) era muito bom. O guitarrista base era uma mistura de Robert Plant com Dave Mustaine e era lindérrimo, e tocou para caralho. O Ozzy meio que ‘’roubava’’ nossas energias. Ele colocava as mãos viradas para baixo e começava a tremer, depois ficava feliz e com um sorriso no rosto saia correndo pelo palco de um jeito engraçado. Uma das músicas mais esperadas da noite foi "Road To Nowhere" onde muitas pessoas choraram, inclusive eu.

"Papis Ozzy" nos ama, não podemos negar. Ele canta com vontade e até recebeu alguns fãs antes de entrar no palco. Ele realmente se importa conosco, ele olha nos olhos dos fãs, bem diferente de outros artistas. O show teve em média uma hora e meia, com 15 músicas. Ele saiu do palco um pouco antes das 23:30 e, como eu moro longe, 00:40 eu já estava no chuveiro.

A organização foi boa, já que não teve fila, não teve briga, não lotou (o ginásio tem capacidade para 10 mil pessoas), ninguém roubou ninguém. Apenas queríamos contemplar o lindo príncipe/papis Ozzy Zig e foi isso que fizemos.

Tenho uma memória péssima e falei de mais."

Ozzy Osbourne
Guitarra: Gus G.
Baixo: Rob "Blasko" Nicholson
Bateria: Tommy Clufetos
Teclado: Adam Wakeman

Set list:
01. Bark at the Moon
02. Let Me Hear You Scream
03. Mr. Crowley
04. I Don’t Know
05. Fairies Wear Boots (Black Sabbath)
06. Suicide Solution
07. Road to Nowhere
08. War Pigs (Black Sabbath)
09. Shot in the Dark
10. Rat Salad (Black Sabbath)
11. Iron Man (Black Sabbath)
12. I Don’t Want to Change the World
13. Crazy Train
14. Mama I’m Coming Home
15. Paranoid (Black Sabbath)

O próprio

Lu e o palco

Ann, rabiscos e Ozzy ao fundo

Resenha feita pela Ann. Obrigado, sua linda *-

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Crimfall - The Writ Of Sword [2011]

País: Finlândia
Estilo: Symphonic Viking Metal
Nota: 9

Symphonic Blackened Folk Power Viking Metal, esse sim seria o rótulo certo para o Crimfall, que passa por diversas subdivisões do Metal. Na primeira música podemos ver uma agressividade extra na guitarra, tanto na melodia do riff quanto, principalmente, no timbre, que além de sujo e pesado, parece estar expressando a raiva do guitarrista, remete bem a timbres típicos do Groove Metal, que logo contrasta com orquestras e, com a entrada de um poderoso e agressivo gutural, podemos ver um som extremamente bem feito e harmonioso, calcado num peso extremo.

Vocais femininos (um dos melhores vocais femininos que eu já escutei, diga-se de passagem) dão um toque totalmente singular e especial à banda, contrastanto com o peso e guturais agressivos. Em certas partes temos bases orquestradas magníficas guiadas pela melodia principal do violino, seguido de partes acústicas que lembram música celta e gritos bárbaros em coro.

Cáhceravga, uma pequena faixa acústica com vocais femininos, é seguida de músicas com mais ênfase no peso e na agressividade, um pouco mais puxadas para o Black Metal, mas sem deixar as atmosferas Folk e Viking e as orquestras de lado. Ainda mais épicas que as faixas anteriores, "Shackles Of The Moirai" e as seguintes são repletas de várias coisas, principalmente temáticas bastante épicas e mais peso do que as primeiras faixas do disco.

1. Dicembré - 01:43
2. Storm Before The Calm - 05:56
3. Frost Upon Their Graves - 05:31
4. Cáhceravga - 01:11
5. Shackles Of The Moirai - 05:01
6. The Writ Of Sword - 06:53
7. Geadgái - 04:35
8. Silver And Bones - 08:21
9. Son Of North - 05:49

Jakke Viitala - Guitar, Orchestration, Programming
Mikko Häkkinen - Vocals
Helena Haaparanta - Vocals
Miska Sipiläinen - Bass
Janne Jukarainen - Drums

Session members:
Olli Vänskä - Violin

Guest members:
Tapio Wilska - Vocals
Ville Seponpoika Sorvali - Vocals
Mathias "Vreth" Lillmåns - Vocals
Mathias Nygård - Vocals