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@ocaralhoa4

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Evergrey - Glorious Collision [2011]

País: Suécia
Estilo: Progressive Power Metal
Nota: 8

Um assunto que me faz pensar bastante é o rútulo Progressivo, seja o Rock Progressivo ou até mesmo o Metal Progressivo. Na minha opinião o Prog. Rock deveria se chamar Música Progressiva, e o Metal ter outro nome, tendo em vista que a maioria das bandas de Rock Progressivo não adotam nem 1% das características necessárias e básicas para uma banda ser chamada de Rock. E bandas como o Evergrey mostram, definitivamente, que o Metal Progressivo e o Rock Progressivo divergem em praticamente tudo, tirando o fato de que ambos fazem músicas bem trabalhadas - e por um lado eu até discordo disso, pois a maioria das bandas de Rock Progressivo não compõe músicas de difícil execução, convenhamos.

E com Glorious Collision temos uma prova mais concreta ainda disso, pois em hora nenhuma a banda anunciou uma mudança sonora repentina, a crítica e fãs não comentaram nada sobre o esquecimento do "progressivo", mas seu som mudou um pouco, tornando-se um pouco mais moderno. Enfim, ainda filosofando sobre tal assunto do primeiro parágrafo, Metal Progressivo acaba sendo uma espécie de Avant-Garde, apenas com mais tecnica e complexidade, sem praticamente nenhum experimentalismo ou solos de sinterizadores que são consequências de muito LSD.

Bom, escutar esse disco me incomodou um pouco justamente por me fazer pensar isso tudo que eu escrevi acima, e mais um monte. Por um lado não sei se comparo o novo Evergrey ao Evergrey antigo e mais Power, ou se me contento com a mudança, afinal, ninguém merece uma banda que continua a mesma depois de 350 anos de carreira, mas isso não significa que qualquer modificação sonora seria bem aceita, pois algo fora dos parâmetros musicais da banda sempre causa um certo desconforto na cabeça dos fãs da banda, principalmente em fãs mais radicais - que não é o meu caso, mas tudo bem.

Apesar se algumas leves mudanças - em certas horas fico indeciso se as mesmas foram benéficas ou ruins - o disco está excelente. Essa consequencia filosófica pós-disco, esse pensamento e críticas ala escroto desocupado, todos esses pontos negativos acabaram que se transformaram em pontos positivos. Apesar de tudo que eu disse, a música me agradou. Achei bem produzido, bem composto e bem executado, e, antes de encerrar a resenha falarei um pouco sobre o disco musicalmente. Contrastes entre vocais mais leves e instrumentais ora gótico - por incrível que pareça, alguns acordes de guitarra pesados juntos à coros e teclados dão essa impressão -, ora Power e Progressivo - do Progressivo do meu ponto de vista, risos - são excepcionais, ótimos.

O Evergrey conseguiu causar uma guerra dentro da minha cabeça, me perturbar mentalmente e mudar totalmente minha percepção sobre algumas coisas, estou perturbado e meio louco, mas de qualquer forma, um ótimo disco.

1. Leave It Behind Us - 05:09
2. You - 06:23
3. Wrong - 05:07
4. Frozen - 04:57
5. Restoring The Loss - 04:40
6. To Fit The Mold - 05:20
7. Out Of Reach - 03:40
8. The Phantom Letters - 05:31
9. The Disease ... - 04:10
10. It Comes From Within - 04:22
11. Free - 03:42
12. I'm Drowning Alone - 04:11
13. ... And The Distance - 3:47

Tom S. Englund - Vocals, Guitar
Marcus Jidell - Guitar
Rickard Zander - Keyboards
Johan Niemann - Bass
Hannes Van Dahl - Drums

1 comentários:

Unknown disse...

"(...)o Metal Progressivo e o Rock Progressivo divergem em praticamente tudo, tirando o fato de que ambos fazem músicas bem trabalhadas - e por um lado eu até discordo disso, pois a maioria das bandas de Rock Progressivo não compõe músicas de difícil execução, convenhamos."

Concordo ^^'

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